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Médico da Prevent Sênior vai à polícia e relata ameaças de diretor da empresa que está na mira da CPI da Covid

·3 minuto de leitura

BRASÍLIA - Um dos médicos que denunciou a operadora Prevent Sênior por supostas irregularidades no tratamento de pacientes durante a pandemia registrou boletim de ocorrência da Polícia Civil de São Paulo. O médico Walter Correa de Souza Melo relata ter sofrido ameaças do diretor da operadora de saúde Prevent Sênior Pedro Benedito Batista Junior. O executivo será ouvido hoje pela CPI da Covid. Pedro Batista Junior nega ter ameaçado o médico.

Melo relata ter recebido uma ligação de Pedro Benedito, que teria tomado conhecimento de que o médico seria uma das personagens ouvidas numa reportagem da TV Globo sobre irregularidades praticadas pela operadora durante a pandemia.

De acordo com o que Melo contou à polícia, Pedro Benedito teria dito que o médico estaria "expondo sua filha e sua família", caso insistisse em levar o caso adiante, o que foi interpretado por ele como uma ameaça a sua família. Melo afirma ainda que o diretor proferiu frases como: "Você tá achando que é espertão?" e "Walter, olha o que você fez com a sua família!".

O boletim de ocorrência aponta que Melo, então, perguntou se Benedito estava ameaçado sua esposa e filha. Pedro Benedito, contudo, negou que fosse uma ameaça, mas um "conselho", atesta o documento.

"Eu não ameacei, só disse que foi vergonhoso o que você fez com a sua família. Onde que isso é ameaça?", teria rebatido Benedito. Ainda segundo Melo, o diretor teria continuado: "Eu só te falei: 'Walter, você tem muito a perder , é a sua vida, é a sua família."

Ao registrar o boletim de ocorrência, o médico ressaltou que sua filha é uma criança de sete anos e que, portanto, "não poderia ter nenhuma relação com a Prevent Sênior ou com Pedro".

Diz o boletim de ocorrência:

"Walter reafirma que sua filha e esposa nunca têm ou tiveram nenhum relacionamento pessoal ou profissional com Pedro, que Pedro sequer conhece sua filha e esposa, que Walter entende que não há outro contexto para Pedro citá-las, a não ser nos contextos de intimidação, coação ou ameaça. Que a esposa de Walter ouviu toda a ligação e ficou aterrorizada (...) e queria deixar a cidade temendo por sua vida e pela vida da sua filha".

A Prevent Sênior entrou nos holofotes da CPI após uma reportagem da Globonews revelar que a empresa ocultou mortes de pacientes que participaram de um estudo realizado para testar a eficácia da hidroxicloroquina para tratamento de Covid-19. A pesquisa foi apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro e usada por outros defensores do tratamento precoce para justificar a prescrição do medicamento, cuja eficácia no combate ao coronavírus não tem comprovação científica. O dossiê revelou que pacientes da Prevent Sênior sequer sabiam que estavam fazendo parte de um estudo clínico com hidroxicloroquina.

Por intermédio de sua assessoria, a Prevent negou que o diretor da empresa tenha feito qualquer ameaça ao médico. Em nota a Prevent alega que o médico Walter de Souza violou conduta ética ao ter supostamente divulgado conteúdo de prontuários médicos de pacientes. "O médico Walter Correa de Souza jamais foi ameaçado pelo Dr. Pedro Batista Júnior. Pelo contrário, ele foi alertado que, após invadir e divulgar o prontuário de um paciente, seria levado à investigação pelo Conselho Regional de Medicina, o que, de fato, aconteceu, por infração à ética e à legislação. Pedro e Walter eram amigos e sócios. Por isso, Pedro alertou que a conduta ilegal de Walter exporia ele a um risco de punição no CRM", diz a nota da empresa.

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