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Média móvel de casos de Covid-19 sobe pela 3ª vez seguida após 83 dias entre queda e estabilidade, aponta boletim

Bruno Alfano
·2 minuto de leitura
Bares com movimentação na Rua Dias Ferreira no Leblon.
Bares com movimentação na Rua Dias Ferreira no Leblon.

RIO — O Brasil registrou nesta quinta-feira 553 novas mortes e 26.647 casos por Covid-19, segundo o boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa. Agora, o país totaliza 159.033 vidas perdidas para a doença com 5.496.402 infectados desde o início da pandemia.

A média móvel de óbitos ficou em 439. Esse é o oitavo dia seguido com uma média móvel menor do que 500, o que não acontecia desde o início de maio. Isso siginifica que o país passou 167 dias perdendo, em média, mais de 500 brasileiros por dia para a Covid-19. No pico, chegou a mais de mil mortes diárias.

No entanto, a média móvel de casos, que foi de 24.389, voltou a apresentar tendência de alta, pelo terceiro dia seguido. Até terça-feira, o país estava há 83 dias registrando apenas queda ou estabilidade nesse índice.

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A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

O balanço apresentado pela pasta contabiliza 513 novas mortas e 26.106 infectados registrados nas últimas 24 horas. Ainda segundo o ministério, desde a pandemia foram 5.494.376 casos e 158.969 óbitos.

O Brasil espera ter uma vacina contra a Covid-19, aprovada e pronta para uso em um programa nacional de imunização, até junho de 2021, disse nesta quinta-feira o chefe da Anvisa, Antônio Barra Torres.

Com um dos piores surtos de coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia, o Brasil se tornou um campo de testes chave para vacinas e aprovou testes clínicos em estágio final para quatro possíveis imunizantes que estão em desenvolvimento.

Eles estão sendo pesquisados pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca; pela Sinovac Biotech; pela Pfizer Inc em parceria com a BioNTech; e pela subsidiária farmacêutica da Johnson & Johnson, a Janssen.

Torres disse à Reuters que a Anvisa ainda não decidiu sobre a eficácia mínima a exigir, mas lembrou que a agência já aprovou vacinas para outras doenças, no passado, com menos de 50% de eficácia. Essa taxa é o percentual de pessoas que, tomando o imunizante, ficaria de fato protegido da doença.