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Mães iniciam trabalho de busca de alunos para evitar evasão escolar em SP

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 14.04.2021- O secretário estadual da Educação, Rossieli Soares visita sala de aula, na volta às aulas  presenciais,  na Escola Estadual Leopoldo Santana, na zona sul de São Paulo (SP). (Rivaldo Gomes/Folhapres) ORG XMIT: AGEN2104141016850224
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 14.04.2021- O secretário estadual da Educação, Rossieli Soares visita sala de aula, na volta às aulas presenciais, na Escola Estadual Leopoldo Santana, na zona sul de São Paulo (SP). (Rivaldo Gomes/Folhapres) ORG XMIT: AGEN2104141016850224

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As mães contratadas pela Prefeitura de São Paulo para fazer a busca ativa de alunos da rede municipal começaram os trabalhos nesta terça-feira (28). De porta em porta, elas buscam os pais e responsáveis de alunos que não frequentam as aulas ou que deixam de realizar as atividades remotas.

Por enquanto, a presença dos estudantes nos colégios não é obrigatória. No entanto, muitos alunos também não estão fazendo as atividades do ensino online. A busca, então, inclui os estudantes faltosos e os que não cumprem o ensino remoto.

Para especialistas, ações como essa são importantes, principalmente em um contexto de pandemia, porém são limitadas e não são suficientes para combater a evasão escolar. Segundo dados da Secretaria Municipal da Educação, a taxa de evasão escolar total em 2020 foi de 2%, o que corresponde a 21 mil estudantes do total de 1.050.000 alunos.

"Estou com fé que vou trazer essas crianças de volta para a escola", diz Jaqueline Manon, 34, contratada como agente de busca ativa da Emef Álvares de Azevedo, no Jardim Panorama (zona leste).

Jaqueline é mãe de Isabelly, 11, que estuda na unidade. Fez a inscrição para o programa e, na última quarta-feira (22), foi convocada. No mesmo dia, iniciou o treinamento na DRE (Diretoria Regional de Educação) Ipiranga.

Nesta terça-feira, a reportagem acompanhou o primeiro dia de trabalho de Jaqueline. Em mãos, ela levava uma lista com o nome e endereço de 44 alunos que estavam faltando nas aulas presenciais ou deixando de fazer as atividades.

"É uma lista inicial, uma primeira relação de alunos", explica a coordenadora da Emef Álvares de Azevedo, Heydy Santana. "Temos outros casos, que estamos tentando contatar pelo Google Sala de Aula e por telefone. Agora que temos uma pessoa para ir atrás, vamos adicionar mais alunos e essa lista vai aumentar."

O turno escolhido por Jaqueline é o da manhã, que começa às 8h e acaba às 14h. Segundo ela, as mães também podem optar pelo horário da tarde, começando as atividades às 13h e finalizando às 19h.

A orientação é que sejam feitas, no máximo, quatro visitas por dia. De acordo com a secretaria, esse número é uma média que deve variar de acordo com a complexidade de cada caso. "Além das visitas, as agentes retornam para unidade para elaborar relatórios e se organizarem para novas saídas", diz a pasta em nota.

Na primeira visita do dia, Jaqueline ficou cerca de 20 minutos conversando com a mãe de uma aluna do 5º ano, que preferiu não ser identificada. A mãe explicou que sua filha havia ficado doente e, por isso, deixou de comparecer às aulas.

Em outra visita, o motivo da ausência do aluno, de 14 anos, era o receio em relação aos casos de Covid-19. "Ele é muito ansioso. No dia em que dois professores apareceram com Covid, ele voltou tremendo de ansiedade", conta a avó, Maria Auxiliadora, 65.

Em ambos os casos, Jaqueline fez a orientação em relação ao termo que precisa ser assinado na escola pelos pais ou responsáveis para que o aluno participe somente das atividades remotas, sem aula presencial.

"Pede para ele focar nas atividades dessa semana. Ele precisa entrar no Google Sala de Aula, fazer as atividades e colocar presença em cada matéria que tiver disponível para fazer, porque o bimestre fecha nesta quinta-feira", complementa Jaqueline na abordagem com a avó.

A importância da realização as atividades também foi tópico na conversa com Denise Garcia, 46, mãe de aluno do 8º ano. Na segunda-feira (27), ela esteve na escola para assinar o termo que atesta que o filho continuará somente no ensino remoto e descobriu que ele não estava fazendo todas as atividades.

"Como eu trabalho, eu não paro em casa. Ele falava para mim que fazia os exercícios e eu confiava, porque ele já tem 14 anos. Ontem, eu fiquei sabendo que ele não está fazendo", relata Denise.

Durante as conversas, Jaqueline também perguntava sobre a retirada do uniforme e do material escolar, tópico que não estava incluso nas orientações previstas pelo Busca Ativa. "Eu acho importante perguntar, porque também sou mãe. Gostaria de ser orientada sobre isso também", explica.

O auxílio para a aquisição de material e uniforme escolar em São Paulo é disponibilizado por dois aplicativos. O Mercado Pago é usado para aquisição dos uniformes, e o BluPay, para os materiais escolares.

Em três das quatro famílias visitadas nesta terça-feira, os responsáveis não haviam feito a retirada do uniforme escolar. Denise Garcia disse que teve dificuldades na hora da compra e, mesmo com o dinheiro disponível no aplicativo, foi em mais de uma loja autorizada e não conseguiu obter os itens.

A intenção do trabalho de mães como Jaqueline é complementar a busca ativa por alunos que já vinha sendo realizada por profissionais das próprias unidades escolares do município via email, telefone ou plataformas do Google.

"Com a chegada da Jaqueline, nós estamos esperançosos, porque achamos que esse é o caminho. É legal essa atitude da prefeitura. Se fosse lá atrás, talvez já tivéssemos até colhendo os frutos, mas tudo bem. Antes tarde do que nunca", defende Heydy Santana, coordenadora da Emef Álvares de Azevedo.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, gestão Ricardo Nunes (MDB), o programa de Busca Ativa Escolar reúne representantes de diferentes áreas, fortalecendo, dessa forma, a rede de proteção. Cada secretaria e profissional de Educação, Saúde e Assistência Social terá um papel específico dentro do programa, que vai desde a identificação de uma criança ou adolescente fora da escola ou em risco de abandono, até a tomada das providências necessárias para seu atendimento nos diversos serviços públicos e da rede protetiva.

"Na prática, será possível encaminhar um estudante para o atendimento psicológico, por exemplo, ou a serviços ligados à assistência social, de forma mais rápida, para garantir que ele não perca ou retome o vínculo com a escola e siga aprendendo. A plataforma também possui tecnologia e funcionalidade para alertas que possibilitem intervenções pontuais nos casos de faltas consecutivas ou outros itens que apontem para os riscos de abandono ou evasão escolar", diz a Secretaria Municipal de Educação em nota.

Questionada sobre a dificuldade em obter uniformes escolares, a pasta afirma que período para retirada do uniforme escolar não foi expirado e ressalta que as unidades educacionais estão a disposição para esclarecer quaisquer dúvidas em relação à aquisição do uniforme e material escolar.

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