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Mãe solo de favela carioca fala da felicidade de protagonizar especial da Globo: 'Vontade de explodir de tanta alegria'

·3 min de leitura

Moradora de Nova Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, Loanda Rufino, de 54 anos, nunca imaginou que um dia teria sua história contada na TV. Mas só pelas chamadas do especial “Mães do Brasil”, da Globo, exibido hoje após “Um lugar ao sol”, ela já começou a receber mensagens de conhecidos. A carioca é uma das protagonistas da atração (veja as outras ao lado) que conta a história de seis mães solo de diferentes favelas do país. Além de sustentarem suas famílias, essas mulheres se desdobram para realizar trabalhos sociais em suas comunidades.

— Ainda não caiu a ficha. As pessoas ligam para ter certeza de que sou eu (risos). Cada vez sinto mais essa responsabilidade. Milhares de brasileiras são mães solo, não carrego só o meu nome, mas de todas essas mulheres. Mães que vivem no sufoco, contando os dias e as moedas, regulando a comida do dia a dia da família para render até o fim do mês, que nunca chega (risos). É corda no pescoço, tem noção? Com esse especial, aquilo que estava engasgado finalmente vai saindo da garganta. É uma sensação de alívio! Dá vontade até de explodir de tanta alegria porque saímos da invisibilidade. Seremos corpo, rosto e voz — resume Loanda.

Desde 2004, a assistente social faz trabalhos de todos os tipos em sua comunidade: combate a evasão escolar, ajuda as pessoas a tirarem seus documentos, indica cursos profissionalizantes... Atualmente, com a rede de apoio que criou, realiza serviços que vão de doação de cestas básicas até o auxílio na procura por um emprego:

— Essas redes foram uma verdadeira boia de salvamento. O maior peso que já senti na minha vida. Famílias, amigos me gritando por socorro. Essas cenas foram as piores que já vi. Além de manter meus filhos, eu também tinha que acolher outras famílias, ou minha rede não seria uma rede. Ficamos mais fortes a partir do momento em que juntamos um grupo de mulheres e distribuímos trabalhos voluntários por aqui. Cada uma ajuda quem está numa situação pior. A maior necessidade é emprego. Nem todo mundo quer viver de doação, as pessoas querem ter dignidade.

Loanda se tornou exemplo tanto para a comunidade onde vive quanto para os três filhos, Michele, de 34 anos, Orlando, de 23, e Ágatha, de 12. Para o futuro, seus sonhos são no coletivo:

— Meu sonho é ver a diminuição da desigualdade, as favelas serem urbanizadas. Todos tendo direito à moradia e à saúde. Quero igualdade, comida na mesa, educação de qualidade. Nós temos CPF, somos cidadãos. Queremos ter os mesmos direitos e ser mais que estatística.

Aline Souza

Mães de três filhas, Aline, de 44 anos, é moradora do Curuzu, em Salvador. Ficou desempregada e decidiu vender acarajé para se sustentar.

Elaine Torres

Aos 33, Elaine é mãe de sete filhos e vive em Heliópolis, em São Paulo. Chegou a construir sua própria casa de madeira.

Eulária de Jesus

De Paraisópolis, em São Paulo, Eulária, de 67 anos, é mãe de três filhos. Virou cuidadora, com cerca de cem crianças recebendo seus cuidados.

Liane Pereira

Liane tem 38 anos, é mãe de seis filhos e vive em Vila Esperança, no Rio Grande do Sul. Criada pelos avós, ela vem de uma vida simples do interior.

Rosimeire Miranda

Mãe de três filhos, Rosimeire tem 26 anos e é da comunidade do Hileia, em Manaus. Era ambulante e abriu um negócio na frente de sua casa.

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