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Mãe de MC Kevin fala de briga com Deolane e diz que vai lutar por herança e direitos

·3 minuto de leitura

Valquíria Nascimento, mãe de MC Kevin, falou em entrevista a um podcast sobre as briga que teve com a nora, Deolane Bezerra, pouco depois da morte do funkeiro. A sogra da advogada minimizou o ocorrido. "Não foi bem uma briga. Foi um desentendimento. Um fala de um lado, outro fala de outro... E o resumo é: somos duas mulheres maduras, e ela como mulher do Kevin, eu como mãe do Kevin, a gente sentou e conversou. Eu gosto dela, ela gosta de mim, então, a gente tem que deixar esse negócio de internet pra lá. Por isso sempre que fiquei quietinha no meu canto e não falava nada. Porque eu nem falava e já diziam que eu falava indireta", explicou ela ao podcast Sem Limites.

A mãe do funkeiro e também sua asistente pessoal disse ainda que vai lutar por direitos à herança do filho na Jutiça e desabafou sobre o assunto. "O que eu vou fazer agora... Vou brigar pelo direito da mãe. A mãe não tem direito a nada! A mãe fica 9 meses com o filho na barriga, aí ela cria o filho a vida inteira, quando o filho vai embora, se ele estiver com uma pessoa seis meses, ela tem direito. Se ele tiver um filho que nunca viu, aí morre e a pessoa faz exame de DNA e prova que é filho dele também tem direito. E a mãe? Que agora descobri que não pode nem estar no plano de saúde. Poxa, como assim? A mãe dá educação, ela que te criou, que fez tudo por você... Porque, na verdade, a mulher, ela vai ser mãe um dia, a sua filha vai ser mãe um dia... E como é que a mãe não tem direito a nada?", questiona ela, que pretende estender sua luta a outras mães:

"Tem que ter uma lei para amparar a mãe. Hoje eu tenho meu trabalho. Eu sempre trabalhei, né. O que eu fazia com Kevin era um trabalho. Até as cuecas dele eu comprava! Além de eu ser mãe, eu trabalhava para ele. Eu vou começar a brigar por isso. Vou procurar para saber onde vou conseguir uma lei, já sei que tem que ter um abaixo assinado, sei que tem que haver uma lei aprovada pelo senado, eu vou atrás disso. Porque a Lei Maria da Penha só aconteceu porque alguém foi atrás. Porque se todo mundo ficar parado olhando, não existe. Eu falava pro Kevin que não sabia o que seria dele sem mim, porque eu tinha que saber de tudo...".

Valquíria também revelou durante sua participação que foi vítima de racismo algumas semanas antes da morte do funkeiro. Ela contou que não era bem atendida em algumas lojas de marca e que o filho, quando sabia da situação, não deixava passar em branco.

“Tem uns dois ou três meses atrás que entrei em uma loja de marca para comprar uma bolsa para mim e ninguém me atendeu. Todo mundo olhando e aí veio uma menina muito simples. Eu ia comprar dois vestidos e uma bolsa. Saí da loja e contei o que aconteceu para ele [MC Kevin]. Ele falou: ‘Ah é? Amanhã vou lá na loja'”, recordou ela.

“Quando ele chegou na loja todo mundo foi atender. E ele perguntou: ' ‘Quem é fulana de tal?’ Aí a menina falou ‘sou eu’. E o Kevin disse: ‘Quem vai me atender é você, porque ninguém aqui atendeu minha mãe ontem. E aí foi ele, o Caio Black e o meu artista, o FK, e derrubaram a loja. Compraram tudo que tinha. A menina começou a chorar, porque ela iria ser mandada embora. Era o último dia dela porque ela não tinha batido a meta”, lembrou Valquíria.

Ainda no programa, ela relembrou outro episódio de discriminação. Desta vez, na compra de um sofá. “Quando mudei para o condomínio, eu tinha que sair para comprar móveis. Eu fui numa determinada loja muito famosa. Cheguei lá para comprar, primeiro não fui atendida porque sou negra, essa é a realidade do nosso país”, relatou.

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