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Máscara PFF2 é atualizada com material que inativa o virus da covid

Para aumentar o nível de proteção e de filtragem dos respiradores, uma equipe de cientistas norte-americanos desenvolveu um novo material que promete inativar o vírus da covid-19. Esta película protetora foi acrescentada em máscaras do tipo N95 — que, no Brasil, recebem o nome de PFF2 (peça facial filtrante 2).

Publicado na revista científica Communications Materials, o estudo do novo material para o uso em máscaras PFF2 foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos. Apesar de serem consideradas um dos tipos de equipamentos mais eficazes na proteção contra o coronavírus SARS-CoV-2, o objetivo da equipe era aperfeiçoar este tipo de respirador.

Em testes de laboratório, novo material para máscaras inativa o vírus da covid-19 (Imagem: Vladimirzotov/Envato Elements)
Em testes de laboratório, novo material para máscaras inativa o vírus da covid-19 (Imagem: Vladimirzotov/Envato Elements)

"Devido à estrutura aberta das camadas fibrosas, tais máscaras são limitadas na captura de partículas de menor tamanho (menores que 300 nm) e na capacidade de manter as propriedades eletricamente carregadas (perdidas durante os processos de descontaminação)", explicam os autores. Em outras palavras, o tecido das máscaras convencionas tem limites físicos de proteção, dependendo das fibras do tecido.

Neste cenário, "o desenvolvimento inovador de materiais de filtragem inteligentes com baixa resistência ao fluxo de ar — que podem filtrar, capturar e desativar partículas de vírus em aerossol — pode fornecer imensos benefícios à saúde humana e à segurança do local de trabalho", acrescentam.

Afinal, como funciona o novo material da PFF2?

Segundo os pesquisadores, o novo material pode capturar e também desativar a proteína Spike (S), que está presentes na membrana do coronavírus SARS-CoV-2. No corpo humano, a proteína é a mesma responsável por invadir as células saudáveis e, até o momento, não sofreu mutações significativas.

Máscara PFF2 (Imagem: jirkaejc/Envato)
Máscara PFF2 (Imagem: jirkaejc/Envato)

Após estudos sobre esse elemento relativamente fixo do vírus da covid-19, a equipe de cientistas desenvolveu uma membrana que inclui enzimas proteolíticas (proteases) e estas se ligam aos spikes do agente infeccioso, podendo desativá-los. Em testes de laboratório, o material conseguiu filtrar aerossóis do tamanho do coronavírus e também foi capaz de destruir a proteína, após 30 segundos de contato.

“Este novo material pode filtrar o vírus, como a máscara N95, mas também inclui enzimas antivirais que o desativam completamente. Essa inovação é outra camada de proteção contra o SARS-CoV-2 que pode ajudar a impedir que o vírus se espalhe”, afirma o pesquisador Rollie Mills, da Universidade de Kentucky, em comunicado.

Além das máscaras PFF2, o novo material poderá ser aplicada, no futuro, para o desenvolvimento de outros produtos que podem proteger contra o SARS-CoV-2 e vários outros vírus patogênicos humanos, já que pode ser ajustado.

“Essas membranas provaram ser um sistema promissor de avanço em direção à nova geração de máscaras faciais respiratórias e filtros de ambiente fechado que podem reduzir significativamente a transmissão de coronavírus pela desativação de proteínas do vírus e captura aprimorada de partículas de aerossol”, completam os cientistas.

Fonte: Canaltech

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