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Máscara e distanciamento social opcionais na missa papal no Iraque

Catherine MARCIANO
·3 minuto de leitura

"Não entendo porque alguns não usam máscara", inquieta-se Bayda Saffo nas arquibancadas do estádio onde é celebrado a missa papal em Erbil (norte do Iraque), em plena segunda onda da covid-19 no país.

Os organizadores limitaram os assentos no estádio Franso Hariri. Só foram liberados poucos milhares do total de 20.000 assentos e cadeiras em frente ao gramado para funcionários públicos e autoridades.

O medo é de que a maior missa da visita do papa Francisco ao Iraque se torne um foco de contágio apesar de ser celebrada ao ar livre.

Uma ameaça muito séria em um país que até agora só recebeu 50.000 doses de vacinas, reservadas para os trabalhadores de saúde, e com fronteiras muito porosas com o Irã, o país mais afetado pela pandemia no Oriente Médio.

"Tínhamos um primo jovem que morreu de covid-19, é um perigo real", disse Saffo, professora universitária de 54 anos, protegida por duas máscaras, um escudo facial e luvas de borracha.

Ao lado desta católica de Mossul, que foi a "capital" do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Iraque, está sua filha adolescente, também bastante protegida.

No entanto, ao redor delas, alguns fiéis sequer usam máscaras ou as mantêm o queixo. E em particular, as famílias se apertam nos assentos amarelos sem se preocupar em manter o distanciamento.

Enquanto aguardavam a chegada do papa, dezenas de peregrinos dançaram, tocaram instrumentos e percussão e desfilaram em grupos sem máscaras para que suas vozes pudessem ser ouvidas com clareza.

Entre a multidão, muitos cobriam a cabeça com bonés brancos com a imagem do papa e tinham nas mãos bandeiras nas cores do Vaticano, amarela e branca.

- A covid? "Já tivemos!" -

"Já tivemos a covid-19 há alguns meses", diz um jovem casal, sem máscaras.

No entanto, os iraquianos acompanham os números diariamente: este mês, o número diário de contágios atingiu um teto, o país chegou a registrar quase 5.200 novos casos em um dia.

No total, 726.548 iraquianos estiveram infectados, entre os quais 13.572 morreram, segundo dados oficiais. Durante a visita do papa foi imposto um confinamento que poderá ser estendido, advertiram as autoridades.

Mas, os iraquianos repetem que em seu país, cuja população é uma das mais jovens do mundo, já houve reuniões religiosas muito mais numerosas sem que tenham provocado impacto na curva de contágios.

Em outubro, 14,5 milhões de peregrinos muçulmanos se concentraram na cidade sagrada xiita de Kerbala (sul) para o luto de Arbain.

Desta vez, ao chegar triunfante em seu papamóvel, no entanto, o papa se absteve de desembarcar, como teria feito no passado, para abençoar alguma criança.

E, todos os sacerdotes e prelados que celebraram a missa, assim como ele, usavam máscaras. Durante a comunhão em Bagdá, as mãos dos fiéis foram desinfectadas antes de receberem as hóstias.

Apesar do distanciamento, o que certamente entristeceu o pontífice - adepto de longas caminhadas -, esta visita é "um grande sonho que virou realidade", diz Mariam Qutaimi, de 15 anos.

"O papa nos ajudará a nos aproximarmos de Deus", afirmou à AFP esta católica iraquiana, que fugiu de Mossul em 2014 e desde então mora em Erbil.

cm-sbh/vg/age/mb/mvv