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Máquinas agrícolas que custam milhões prometem economia de até R$ 100 mil por safra

·3 min de leitura

SOROCABA, SP, E RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Após dois anos sem a sua edição presencial devido à pandemia da Covid-19, a Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), principal evento do agronegócio brasileiro, volta a ser realizada com a apresentação de máquinas que custam milhões e prometem economia aos produtores.

O evento acontece em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) entre esta segunda (25) e a sexta-feira (29).

A feira abriga 800 marcas de 16 setores, incluindo maquinário agrícola e de construção, aviação, agricultura de precisão, armazenagem, fertilizantes, serviços financeiros e transportes.

Fabricantes chegam à Agrishow apostando no crescimento nas vendas devido às boas safras de várias culturas nos últimos anos. Em comum, os equipamentos têm conectividade para a transmissão em tempo real dos dados coletados no campo.

A chamada agricultura digital, que consiste em interpretar essa infinidade de informações, tem feito com que fazendeiros produzam mais numa mesma área, gastando menos tempo e dinheiro. Os investimentos, contudo, são altos.

A Case apresentará uma colheitadeira de cana-de-açúcar com preços de até R$ 2,5 milhões. A empresa diz que o consumo de combustível foi reduzido em comparação a versões anteriores, e um novo sistema hidráulico aumenta em 10% a capacidade de colheita. Segundo a fabricante, as evoluções proporcionam uma economia de R$ 100 mil a cada safra.

Rodrigo Alandia, diretor de marketing de produto da Case IH para a América Latina, disse que a nova máquina colhe mais de mil toneladas de cana por dia, tendo chegado a 4.000 toneladas em testes.

Muitas empresas têm como foco a soja, que iniciou o ano com 5,6 milhões de toneladas processadas —o que representa alta de 18% no primeiro bimestre em relação ao mesmo período de 2021, segundo a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).

A Valtra lançará novos pulverizadores na Agrishow e promete 60% de economia de combustível em relação a outros modelos. Alexandre Vinicius de Assis, diretor de vendas da marca, disse que há recursos como os sensores de altura e de nivelamento de barras, que melhoram a distribuição das gotas.

Economia de combustível também é uma das promessas da John Deere com a colheitadeira de grãos X9, que oferece uma capacidade de colheita 45% maior em todas as culturas, de acordo com a fabricante.

A empresa apresenta ainda um novo distribuidor de nutrientes, além de plantadeiras e o trator conceitual 8R autônomo, que, por meio de câmeras e sensores, é capaz de executar suas funções sem intervenção humana.

No estande da Massey Ferguson, um dos destaques é o pulverizador projetado para economizar até R$ 50 mil por safra.

Segundo a fabricante, a nova série de tratores MF 3400 permite economia de até 12% de combustível por ter um sistema que gasta menos tempo de manobra, além de um sistema hidráulico que oferece 25% de ganho ao trabalhar com implementos mais pesados.

Na New Holland, haverá uma nova linha de colheitadeiras equipadas com duplo rotor e sistema Intellisense, que faz automaticamente as regulagens da máquina. Esse tipo de equipamento pode custar até R$ 3 milhões.

Haverá ainda o trator movido a biometano. "Esse trator dá ao produtor rural a possibilidade de utilizar o biogás gerado dentro da propriedade a partir dos dejetos dos animais, por exemplo, para abastecer o equipamento", disse Eduardo Kerbauy, diretor de mercado Brasil da New Holland Agriculture .

A tecnologia de propulsão por biometano, segundo a New Holland, tem vantagens como a redução de até 80% das emissões em comparação com um motor a diesel. "Ao usar o biometano, o impacto de carbono da máquina é virtualmente zero, e uma redução de custos entre 25% e 40% pode ser alcançada quando comparada com os combustíveis convencionais", afirmou Kerbauy.

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