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A luta para remover do TikTok vídeo de suicídio que viralizou

Jane Wakefield - Da BBC News
·4 minuto de leitura
TikTok logo on screen.
TikTok logo on screen.

O site de compartilhamento de vídeos TikTok está tentando retirar do ar imagens que mostram um homem se suicidando.

O vídeo, que circula na plataforma há dias, surgiu originalmente no Facebook e também foi compartilhado no Twitter e no Instagram.

O TikTok é muito popular entre jovens — e muitos disseram ter visto as imagens e ficado traumatizados.

O app prometeu suspender todas as contas que reproduzirem o vídeo. Veja a íntegra da nota enviada à BBC News Brasil:

"No domingo à noite, cenas de suicídio transmitidas ao vivo no Facebook circularam em outras plataformas, incluindo o TikTok. Nossos sistemas têm detectado e sinalizado automaticamente esses conteúdos por violarem nossas políticas sobre o tema, que impedem a exibição ou promoção do suicídio. Estamos banindo contas que tentam enviar esse tipo de conteúdo repetidamente e agradecemos os membros da nossa comunidade por nos reportarem e nos alertarem sobre a questão, evitando qualquer tipo de compartilhamento desses vídeos em respeito à vítima e sua família. Se alguém em nossa comunidade está lutando contra pensamentos suicidas ou preocupado com alguém que esteja, nós encorajamos a buscar ajuda e fornecemos acesso a linhas diretas por meio da nossa Central de Segurança".

'Alertando aos demais'

"Nossos sistemas estão detectando automaticamente e denunciando esses vídeos por violação de nossas políticas contra conteúdo que mostra, elogia, glorifica ou promove suicídio", disse um porta-voz da empresa.

"Nós agradecemos aos membros da nossa comunidade que denunciaram o conteúdo e alertaram aos demais sobre não assistir, engajar ou compartilhar tais vídeos em qualquer plataforma, em respeito à pessoa e seus familiares."

O Facebook disse, em resposta a uma pergunta da BBC: "Nós removemos o vídeo original do Facebook no mês passado, no dia em que foi transmitido, e temos tecnologias automatizadas para remover cópias e uploads feitos desde então."

"Nossos pensamentos estão com a família de Ronnie e amigos durante esses dias difíceis", afirmou a empresa, em referência à pessoa que se suicidou.

'Minha filha pode ficar traumatizada'

TikTok phone
TikTok phone

Brenda, uma escocesa que mora em Edimburgo, disse que na terça-feira (8/9) sua filha de 14 anos desceu correndo as escadas da casa onde moram, chorando e tapando a boca, pois estava prestes a vomitar.

"Ela estava em um estado horrível, balançando e soluçando", disse Brenda à BBC.

"Eu nunca a vi tão abalada. Foi horrível e demorou um tempão para ela começar a falar."

Brenda explicou que sua filha havia visto o vídeo de suicídio, que aparecera na área de vídeos recomendados pelo TikTok.

"Ela estava passando por músicas e vídeos engraçados quando um homem barbudo com camiseta branca apareceu, atrás de uma escrivaninha", disse Brenda. Em seguida, o homem na imagem se mata.

"Eu já ouvi de trolls de internet e coisas maldosas, mas isso supera tudo. Eu telefonei para a polícia mas eles me lembraram que não é papel deles policiar a internet."

"Minha filha estava em estado de choque, ainda está em estado de choque, e isso pode ficar com ela por meses."

Desde o incidente, diz Brenda, sua filha tem dormido com a luz acesa, revendo as imagens na sua cabeça. Ela disse que sua filha tem medo de sair de casa e já perdeu um dia de aula presencial.

Sensacionalismo

Alguns usuários estão compartilhando o vídeo, escondendo-o em imagens disfarçadas, como se fossem vídeos sobre gatinhos ou conteúdos semelhantes.

Outros gravaram vídeos alertando sobre o conteúdo, mas pedindo que usuários apaguem o vídeo.

Os algoritmos do TikTok recomendam conteúdos de pessoas que não são necessariamente parte da lista de seguidores ou seguidos.

Desde o lançamento do Facebook Live, plataforma para transmissão ao vivo, em 2015, muitas pessoas já transmitiram seus suicídios.

O Facebook, que controla o Instagram, também enfrentou críticas de que a plataforma compartilha conteúdo sensacionalista sobre suicídio e automutilação.

Depois da morte da jovem Molly Russell, em 2017, o pai dela disse que o Instagram "ajudou a matar sua filha".

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