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Luta contra os cânceres de mama e de próstata avança

·3 minuto de leitura
Operação de uma mulher com câncer de mama com metástase em 10 de junho de 2021 em Angers (AFP/LOIC VENANCE)

Avanços apresentados no congresso anual da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (Esmo) geraram esperança para o tratamento de formas avançadas de cânceres particularmente frequentes: o de próstata e o da mama, com dados sugerindo que é possível prolongar a vida de alguns pacientes.

Os dados apresentados em um dos maiores encontros mundiais de pesquisa em câncer, que termina nesta terça-feira (21), fornecem caminhos para prolongar a sobrevida de pacientes com formas avançadas desses dois cânceres.

Ambos têm grandes chances de sobrevivência se diagnosticados precocemente, mas diminuem drasticamente quando as metástases se desenvolvem.

Antes de 2015, menos da metade dos homens que sofriam de câncer de próstata com numerosas metástases podiam esperar viver mais de três anos, explicou o oncologista Karim Fizazi durante o encontro da Esmo.

Agora "eles podem esperar viver mais de cinco anos", apontou Fizazi, com base em um estudo que apresentou no congresso.

Em 2015, apareceu um novo tratamento quimioterápico que melhora muito a eficácia da castração química, até então a única pista terapêutica contra o câncer de próstata.

E dois anos depois surgiu a abiraterone, uma molécula desenvolvida pelo laboratório Johnson & Johnson, que obteve bons resultados sobre os hormônios masculinos, como acontece com a castração química tradicional.

Até agora, os oncologistas seguiam uma regra: ou a quimioterapia era combinada com a castração química tradicional ou com o novo tratamento hormonal.

Mas, de acordo com a pesquisa do Dr. Fizazi, todos os três métodos podem ser combinados. Pacientes que são tratados com essas técnicas têm uma taxa de sobrevivência muito maior do que aqueles que não receberam abiraterone.

O estudo foi financiado, entre outros, pela Johnson & Johnson. Sua conclusão é clara: esses três tratamentos devem ser combinados.

"Esses resultados vão mudar as normas de tratamento", explica Maria De Santis, oncologista sem ligação com o estudo, segundo artigo publicado durante o congresso da Esmo.

- "Muito trabalho" -

No caso do câncer de mama, não se trata de uma nova combinação de medicamentos, mas de novos dados sobre a eficácia de um determinado tratamento: o ribociclib, desenvolvido pelo laboratório suíço Novartis.

Novamente, são as pacientes em estágio avançado de câncer que podem se beneficiar mais. Em particular, mulheres na menopausa com cânceres do tipo HR+/HR2-, que representam metade dos cânceres com metástase.

O ribociclib faz parte de uma categoria de tratamentos que visa limitar a ação de uma proteína que favorece o desenvolvimento de tumores na mama.

Esses medicamentos não são administrados isoladamente, mas com outros tratamentos que reduzem a produção de estrogênios.

Sua eficácia está sendo examinada. O palbociclib, desenvolvido pelo laboratório americano Pfizer, não demonstrou prolongar a vida das pacientes durante os ensaios clínicos.

Em contrapartida, as pacientes que receberam ribociclib geralmente sobreviveram mais do que aquelas que receberam um placebo, de acordo com um estudo liderado pelo oncologista Gabriel Hortobagyi e financiado pela Novartis.

Metade sobreviveu mais de cinco anos, enquanto a segunda não sobreviveu 4,3 anos.

Os dados ainda não foram publicados de forma independente, mas foram bem recebidos durante o congresso.

"Ainda há muito trabalho para curar esses pacientes, mas é um resultado muito importante", avaliou no Twitter o oncologista Matteo Lambertini, que não participou do estudo.

jdy/jz/me/mr

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