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Luta contra fome: pessoas buscam ossos de carne em caçamba de descarte no Mercadão de SP

·2 minuto de leitura
Pessoas estão lutando contra a fome - Foto: Getty Images
Pessoas estão lutando contra a fome - Foto: Getty Images
  • Mercado Municipal de São Paulo tem recebido pessoas em busca de ossos de animais descartados

  • A crise econômica fez com que boa parte da população passasse a lutar contra a fome

  • Pessoas relatam que começaram a buscar os itens descartados após a chegada da pandemia

O Mercado Municipal no Centro de São Paulo tem sido mais um cenário da flagrante luta contra a fome em todo o Brasil. Em meio à alta nos preços dos alimentos, pessoas estão buscando ossos de carne na caçamba de descarte do estabelecimento.

Se do lado de dentro, os boxes vendem os mais diversos tipos de comida, fora, as pessoas se amontoam nestas caçambas em busca dos restos dos animais para não morrerem de fome.

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O G1 retratou esta situação e entrevistou Josefa Romão. A mulher de 55 anos está desempregada e passou a visitar as redondezas do Mercadão em busca de ossos para alimentação.

"Vergonha é roubar e ir para a cadeia. Eu não vou morrer de fome não", disse.

Ao site, ela contou que vive em Guaianases, na Zona Leste da capital paulista, e divide o aluguel de R$ 400 com um companheiro.

Pessoas têm sofrido com a crise econômica em todo Brasil - Foto: Getty Images
Pessoas têm sofrido com a crise econômica em todo Brasil - Foto: Getty Images

Josefa trabalhava auxiliando o rapaz na venda de cocos em uma barraca próxima ao Mercadão, mas as vendas caíram vertiginosamente com a chegada da Covid-19. "Quando não tinha essa pandemia, era tudo bem", relatou.

Crise mudou público que frequenta as caçambas

Também ao G1, um funcionário do mercado explicou que as caçambas sempre eram reviradas por moradores de rua, mas, com a crise econômica causada pela pandemia, o local passou a receber pessoas com moradia.

João Silva, de 43 anos, é um desses cidadãos que frequentam as caçambas, mas coleta os alimentos antes de serem descartados. Além de comida para si próprio, ele procura itens que possam ser revendidos para auxiliá-lo no aluguel de um cômodo na Liberdade.

"Aqui, eu pego peixe, camarão, caranguejo. Tudo que é de mistura que dá para aproveitar, a gente aproveita, que dá para o meu sustento e para eu poder ganhar um dinheiro também", relatou.

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