Mercado fechará em 2 h 39 min
  • BOVESPA

    122.896,53
    +380,79 (+0,31%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.137,94
    +268,46 (+0,53%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,57
    -0,69 (-0,97%)
     
  • OURO

    1.814,00
    -8,20 (-0,45%)
     
  • BTC-USD

    38.304,59
    -1.445,29 (-3,64%)
     
  • CMC Crypto 200

    934,26
    -9,19 (-0,97%)
     
  • S&P500

    4.413,16
    +26,00 (+0,59%)
     
  • DOW JONES

    35.032,19
    +194,03 (+0,56%)
     
  • FTSE

    7.105,72
    +24,00 (+0,34%)
     
  • HANG SENG

    26.194,82
    -40,98 (-0,16%)
     
  • NIKKEI

    27.641,83
    -139,19 (-0,50%)
     
  • NASDAQ

    15.029,00
    +76,25 (+0,51%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1914
    +0,0473 (+0,77%)
     

Lulu Santos e Clebson abrem a casa e falam da rotina, que tem até aula de violão: 'Mas Lulu é um péssimo professor'

·4 minuto de leitura

Lulu e Clebson vivem um casamento de pandemia, em isolamento social quase absoluto.

— Sempre estive muito pronto para o que está acontecendo agora. Não sou de sair, gosto muito da minha casa, do que eu posso fazer aqui dentro — afirma o artista.

Quando estão no Rio, na impossibilidade de correr na Lagoa, paixão de Clebson, ou de caminhar até o Parque Lage, um dos hábitos preferidos de Lulu, eles veem filmes, por exemplo. O artista está ensinando o marido a gostar de cinema. E também chegou a dar umas aulas de violão para ele.

— Mas Lulu não é um bom professor, ele vai me matar (risos). Ele aprendeu sozinho, foi um processo longo. Tudo para ele parece simples. Então, ele tem todo o carinho, mas não tem didática para ensinar — entrega o “aluno”.

Por outro lado, Clebson desfila suas habilidades na pescaria...

— Estes dias, pela primeira vez na vida, comi uma tilápia fresca que ele pescou na represa da nossa casa na Serra — diz o artista.

Lulu tomou as duas doses da vacina contra a Covid-19. Conta que sentiu alívio ao ser imunizado, mas que a sensação de liberdade só virá “quando esta administração conseguir vacinar pelo menos metade da população do país”:

— Me preocupo com o Clebson, quando vai chegar a hora dele.

Novo hit

‘Glenda!”, dizia Lulu Santos para sua cadelinha, que parecia excitada por “dar entrevista” para o jornal em sua primeira visita à cidade grande. A staffordshire terrier de “5 ou 6 anos” nasceu em Paraíba do Sul, na Serra, onde o artista tem uma casa, e só conheceu o apartamento do “pai”, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, agora, em meio ao frenesi de divulgação do novo single dele, “Hit”, que acaba de ser lançado nas plataformas digitais. O feliz proprietário de uma fábrica de sucessos compôs mais um forte candidato. Este, em homenagem àquele que considera seu maior hit: o marido, Clebson Teixeira, com quem está casado desde abril de 2019.

— Para ser bem sincero, no início, não identifiquei que a música era para mim, porque é muito nas entrelinhas. Imaginava, mas não tinha certeza. Não queria parecer convencido (risos) — conta o baiano de 29 anos, a quem Lulu já havia dedicado o disco “Pra sempre”, de 2019.

Mas, para o artista, a música é zero enigmática... Aliás, trata-se de “um pitch (discurso) biográfico em três minutos e meio”, que vem a público justamente no Mês do Orgulho LGBTQIA+:

— Cada uma das frases é o encadeamento da minha história. Sabe quando você está em meio a um cenário de felicidade e realização e, por dentro, você está se sentindo prisioneiro daquilo? Tem muitos resgates na minha vida que foram promovidos pela presença dele.

Analista de sistemas, Clebson largou o emprego em Belo Horizonte, onde morava, uma semana antes de o coronavírus aportar por aqui, e viajou para Miami com Lulu numa espécie de lua de mel. A viagem teve que ser interrompida no meio, devido à Covid-19, mas os planos de dividir o mesmo teto com o cantor, no Rio, não seriam afetados.

— Moro neste apartamento há 21 anos, já passei por outros dois relacionamentos. Tinha 21 anos de entulho. Quando começamos a morar juntos, a primeira coisa que ele fez foi pegar sacos pretos e sumir com a carga de inutilidades — diz o artista, de 68.

Aos poucos, conta Lulu, o marido foi imprimindo sua personalidade à casa:

— Transformou um cômodo que era um depósito no escritório dele, que é de uma limpeza! Se incomodou com a lentidão do sistema de televisão, encheu o saco da operadora de telefonia, conseguiu descontos inacreditáveis. É um operador.

“Paixão mútua”, “Necessidade de estar juntos”, “Uma chance em um milhão” (eles se conheceram pelo Instagram)... Lulu não economiza nas definições do seu relacionamento e constata: está vivendo uma adolescência tardia.

— De nenhuma forma aos 15, 16 anos eu poderia de fato existir como sou. Filho de um militar, vivendo num regime de ditadura, estudando num colégio de padres, num ambiente masculino, não tinha a perspectiva de que o que eu observava internamente tinha representatividade — observa Lulu: — Tive um casamento com uma mulher (Scarlet Moon) durante 12 anos. Não estava tentando manter uma aparência. Na busca do afeto, achei interessante alguém interessado em mim e decidi retribuir. Estava cansado de desejar algo que não me era cedido.

Os predicados de Clebson, aliás, o credenciaram a ser o administrador da empresa do casal, o selo Pancho Sonido, pelo qual “Hit” foi lançado.

— É ele que faz os pagamentos e fica: “Sabe quanto vai custar este clipe?????” — brinca Lulu.

O clipe de “Hit” traz Letícia Novaes, a Letrux, como uma cartomante e Clebson como pugilista. Até o fim do ano, Lulu lança um EP com outras quatro músicas, todas produzidas por Liminha, antigo parceiro. Uma delas, “Inocentes”, foi gravada com o grupo Melim, e outra, “Cá pra nós”, também foi feita para o marido.

— Essa é (uma declaração) mais explícita — entrega o baiano.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos