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Lula fala em aliança de esquerda para 2022, mas quer PT com candidato próprio

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Ciro e Lula, em encontro de 2017 (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
Lula e Ciro Gomes são dois nomes da esquerda ventilados para disputarem a eleição de 2022 (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Pensando nas eleições presidenciais de 2022, o ex-presidente Lula se declarou a favor de uma aliança de esquerda para o pleito. No entanto, para ele, o protagonismo deve ser do PT.

A declaração foi dada na mesma semana em que figuras como Luciano Huck e Sergio Moro se movimentam para criar uma chapa que chamam de “centro”.

“Acho que em 2022, se você olhar o quadro político, já tem vários candidatos. Mas quem está com dificuldade é a direita, que está procurando o Luciano, o Doria, Moro, não sei quem...”, disse em live com a candidata à prefeitura do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, também do PT.

“Eu vou te garantir que se depender do PT e de mim, vamos ter uma aliança de toda a esquerda. Agora, o que as pessoas não podem achar é que o PT não pode ter candidato. Porque como que pode o maior partido não ter candidato?", argumentou.

Por outro lado, o petista indicou que a decisão de a cabeça de chapa ser do partido poderia ser repensada. “Se tiver gente em condição de disputar melhor que o PT, não tem problema nenhum”, declarou.

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Em setembro, Lula e Ciro Gomes (PDT) se encontraram e reataram relação que estava rompida há alguns anos. Na última eleição presidencial, o candidato do PT, Fernando Haddad, e Ciro brigaram entre si. No segundo turno, o candidato do PDT não apoiou Haddad.

Sobre as eleições municipais do próximo domingo, 15, Lula afirmou que adoraria estar aliado ao PSOL tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, além de outros estados. “Mas é normal que o PSOL e o PT queiram ter candidato”, disse.

"Eu gostaria que o PSOL tivesse apoiado a Benedita no Rio porque a Benedita foi vice do Freixo enquanto ele era candidato. Mas não foi possível, paciência. Vou trabalhar com a hipótese que a gente faça qualquer esforço para não deixar que o símbolo do milicianismo possa continuar governando esse país. O Brasil pode não precisar do Lula, da Benedita, mas não precisa de uma figura grotesca como o Bolsonaro governando o nosso país", afirmou Lula.