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Lula diz que mudaria política de preços da Petrobras

·4 min de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial do ano que vem, disse nesta terça-feira (30) que alteraria a atual política de preços da Petrobras e que a estatal deveria dar lucro ao povo brasileiro.

"Digo em alto e bom som: nós não vamos manter essa política de preços de aumento do gás e da gasolina que a Petrobras adotou por ter nivelado os preços pelo mercado internacional. Quem tem que lucrar com a Petrobras é o povo brasileiro", disse Lula em entrevista à Rádio Gaúcha.

Questionada sobre o tema por analistas em Nova York, a direção da Petrobras afirmou que a empresa tem hoje instrumentos de controle para evitar interferências políticas em sua gestão. " A companhia tem controle total sobre seu destino", afirmou o presidente da companhia, Joaquim Silva e Luna.

A escalada dos preços dos combustíveis em 2021 colocou a Petrobras na mira não só da oposição, mas também de aliados e do próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido), cuja popularidade vem sendo afetada pela alta da inflação.

Bolsonaro já disse algumas vezes que têm o desejo de privatizar a estatal para parar de levar a culpa pelo preço dos combustíveis. A oposição, por sua vez, critica a política de acompanhamento das cotações internacionais do petróleo.

Nesta terça-feira (30), por exemplo, a FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) anunciou que levará ao Congresso nesta quarta (1) um dossiê do Observatório Social da Petrobras que comprovaria que é possível para a empresa ter lucro com outra política de preços.

"A atual política de precificação dos combustíveis é uma verdadeira exploração da população e estagnação da economia", disse, em nota, o economista Eric Gil Dantas, do Observatório e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais.

Segundo sua avaliação, a atual política de preços "serve para aumentar a lucratividade da estatal e atender aos interesses dos acionistas". Em 2018 e 2019, diz, a empresa distribuiu o equivalente a 29% do lucro líquido ajustado. Em 2020, o indicador saltou para 152% e, em 2021, deve ficar em 66%.

Durante encontro com analistas em Nova York, Silva e Luna defendeu a política de preços dizendo que não há queixas sobre outras commodities, como soja e café, que são negociados por empresas privadas. Por ser estatal, concluiu, a Petrobras está mais sujeita a essa crítica.

"É um jeito de fazer política com algo que não tem nada a ver com política", afirmou, defendendo que os preços dos combustíveis devem seguir leis de mercado.

A declaração de Lula gerou preocupação entre os analistas, que perguntaram sobre o tema mais de uma vez durante o encontrou, no qual a direção da Petrobras detalhou o plano de investimentos para o período entre 2022 e 2025.

O diretor de Governança e Conformidade da companhia, Salvador Dahan, citou uma série de controles adotados nos últimos anos que dificultariam ingerência política, como regras mais rígidas para a contratação de executivos, que impedem a nomeação de pessoas ligadas a partidos políticos ou sem experiência.

Ele lembrou ainda que hoje o estatuto da Petrobras proíbe a empresa de aprovar investimentos ou políticas que gerem prejuízo. Caso o governo decida usá-la para políticas públicas, o texto determina o pagamento de compensação pelas perdas.

Entre as preocupações dos analistas, está o risco de que uma mudança de governo represente recuo na atual política de dividendos, que prevê a distribuição o uso do excedente de caixa para remunerar os acionistas.

Entre 2022 e 2025, a estatal estima distribuir de US$ 60 bilhões a US$ 70 bilhões (R$ 336 bilhões a R$ 392 bilhões) em dividendos.

"É claro que ano de eleição tem pressões em qualquer lugar no mundo", disse Silva e Luna. "Mas não vemos nenhum risco de não entregarmos. Pelo contrário, no momento em que atingimos o nível ótimo de dívida com um ano de antecedência, assumimos o compromisso com nossos investidores."

O diretor Financeiro da companhia, Rodrigo Araújo, disse que não vê grandes riscos com a queda do preço do petróleo após o surgimento da variante ômicron, que vem provocando grande temor sobre a recuperação da economia global.

"Estamos confortáveis que conseguiremos cumprir a política de dividendos mesmo com cenário mais desafiador de preços", afirmou, lembrando que a empresa limitou seus investimentos a projetos que se sustentem com petróleo a US$ 35 por barril.

"Vemos preços baixos [à frente] mas não esperamos algo tão dramático como vimos em 2020", concluiu.

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