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Lula defende pontes com evangélicos em sessão de 'Marighella' com clima de campanha

·3 min de leitura
***ARQUIVO***SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP, 10.03.2021 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante entrevista coletiva no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP, 10.03.2021 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante entrevista coletiva no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em ato político no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nesta sexta-feira (3), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou "mercenários que se passam por religiosos" e disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não crê em Deus.

Lula deu as declarações antes de exibição na sede da entidade, em São Bernardo do Campo, do filme "Marighella", em evento que reuniu atores da produção e o filho do guerrilheiro morto nos anos 1960.

Antes da exibição, o ator Henrique Vieira, que é pastor evangélico e ex-vereador pelo PSOL, fez discurso inflamado pedindo mais atenção da esquerda com o segmento evangélico.

Lula, em discurso, disse concordar com Vieira e pediu que esse tipo de mensagem seja mais difundida.

"É preciso que a gente construa uma consciência. Primeiro, que os evangélicos não são inferiores a ninguém e nenhuma outra religião. São cidadãos humanos, brasileiros que têm o direito de professar a sua fé."

Ao falar em "mercenários", Lula acrescentou: "Tem muita gente enganando os mais humildes".

Disse também: "Temos a obrigação de convencer a sociedade brasileira de que Bolsonaro não crê em Deus, não acredita e não pratica nenhum ensinamento que está na Bíblia. Ele, na verdade, é tudo o contrário".

Falou ainda que é importante que os próprios evangélicos, como Vieira, divulguem esse tipo de ideia.

O segmento religioso é uma das bases do presidente Bolsonaro. Nesta semana, o mandatário consumou mais um gesto em direção a esse estrato do eleitorado com a aprovação da indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) de André Mendonça, nome considerado "terrivelmente evangélico".

A sessão do filme nesta sexta reuniu também sindicalistas e líderes petistas, como os prefeitos de Mauá e de Diadema. Na maioria dos discursos, houve declarações de apoio à candidatura de Lula em 2022 e críticas ao governo Bolsonaro.

O petista lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição de 2022. Em levantamento do Datafolha publicado em setembro, batia Bolsonaro no segundo turno por 56% a 31%.

Sobre Marighella, Lula disse que é preciso exaltar figuras heroicas do país e que o status de símbolo de Tiradentes foi "construído" com a Proclamação da República.

Afirmou que o presidente Emílio Médici (1969-74) teria sido eleito mesmo estando à frente do período mais duro da ditadura. "Porque, para muita gente humilde, a democracia representa apenas ganhar um bom salário, ter emprego. Não é só isso. A democracia é muito mais, é o Estado tratar todos em igualdade de condições."

O filme, biografia do guerrilheiro morto nos anos 1960 pela repressão na ditadura militar, ficou pronto em 2019, mas teve o lançamento adiado devido a negativas de comercialização da Ancine, a Agência Nacional do Cinema.

O diretor, Wagner Moura, não compareceu ao evento em São Bernardo. Lula deixou o sindicato antes da exibição do filme.

Em sua fala, o ex-presidente voltou a mencionar regimes ditatoriais da América Latina, tema que havia provocado controvérsia em sua recente viagem à Europa. "A elite brasileira fica tão incomodada com a Nicarágua, com Cuba, com a Venezuela. A elite brasileira torceu pela minha prisão, mesmo eu sendo o primeiro lugar nas pesquisas [em 2018]."

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