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Lula chama ação contra seu filho de ‘pirotecnia de procuradores viciados em holofotes’

Cristiane Agostine

Para o ex-presidente, a nova fase da operação é um “espetáculo” e uma perseguição a seus familiares O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a atuação da Operação Lava-Jato contra ele e contra seu filho Fábio Luiz Lula da Silva como uma “pirotecnia de procuradores viciados em holofotes”. Para Lula, a nova fase da operação, deflagrada nesta terça-feira, é um “espetáculo” e uma perseguição a seus familiares.

Gibran Mendes/CUT-PR

“O espetáculo produzido hoje pela Força Tarefa da Lava-Jato é mais uma demonstração da pirotecnia de procuradores viciados em holofotes que, sem responsabilidade, recorrem a malabarismos no esforço de me atingir, perseguindo, ilegalmente, meus filhos e minha família”, afirmou Lula, em uma publicação no Twitter.

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Em nova fase da Operação Lava-Jato deflagrada hoje, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público investigam pagamentos suspeitos de R$ 132 milhões da Oi para empresas de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha. A PF pediu a prisão temporária de Lulinha na representação que apresentou à juíza Gabriela Hardt para a deflagração da 69ª fase da Operação Lava-Jato. O pedido foi negado pela magistrada.

Em nota divulgada pela defesa de Lula, os advogados afirmaram que as referências feitas ao nome do ex-presidente Lula “são totalmente descabidas e refletem a atuação parcial de seus membros”. Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins afirmaram o tema da investigação que serviu de base para essas referências a Lula já foi objeto de ampla investigação realizada pela Polícia Federal de São Paulo, “que foi concluída em 16 de abril de 2012, com a elaboração de relatório de arquivamento”.

“Ou seja, a investigação – conduzida por órgão policial definido à época pelo STJ com base nas regras de competência – não identificou a prática de qualquer crime”, afirmaram os advogados.

A defesa afirmou ainda que o assunto também foi objeto de apuração em inquérito civil público, arquivado pelo Ministério Público Federal de Brasília em 9 de novembro de 2010 e confirmado em 5 de agosto de 2012 pela Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal.

“Ou seja, os órgãos do Estado competentes para promover a análise e a investigação do assunto já atuaram e concluíram de longa data que Lula e seus familiares não cometeram qualquer ato ilícito”, afirmou a defesa do petista na nota.

Os advogados do ex-presidente defenderam que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise com celeridade a suspeição do ex-juiz e atual ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), que condenou Lula em primeira instância. A defesa do ex-presidente acusou ainda a “perseguição” dos procuradores da Lava-Jato de Curitiba, que “continuam agindo sem a observância dos preceitos da impessoalidade, da legalidade e da imparcialidade para criar um cenário de culpa artificial contra Lula e seus familiares, em clara prática de lawfare”.