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Dona do Magalu diz que chorou ao entender racismo: 'sempre achei que eu não era'

Lucas Carvalho
·1 minuto de leitura
Foto: Igor Do Vale/NurPhoto via Getty Images
Foto: Igor Do Vale/NurPhoto via Getty Images

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite da última segunda-feira (6), a empresária Luiza Trajano, dona do Magazine Luíza e considerada pela revista Forbes a mulher mais rica do Brasil, comentou as críticas recebidas pelo programa de trainee da empresa exclusivo para candidatos negros.

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"Nós temos que entender mais o que é racismo estrutural. O dia que eu entendi eu até chorei, porque eu sempre achei que não era racista", disse Luiza. "Eu descobri, por exemplo, que nos meus aniversários não havia negras cinco anos atrás. Eu me vi com isso."

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A empresária defendeu o programa de trainees exclusivo para negros do Magazine Luiza como uma maneira de superar um obstáculo interno da empresa. "O trainee é um cargo para ir para diretor, presidente, por isso que nós fizemos, é nestes cargos que nós não temos [negros]", explicou Luiza.

Atualmente, 53% dos funcionários da Magazine Luiza se declaram pretos e pardos. Mas apenas 16% deles ocupam cargos de liderança, segundo dados da própria empresa. A ideia, segundo Luiza, é superar uma desigualdade que começa "na partida" para se formar mais líderes negros.

"Eu entendi muito claramente que cota não é só para mulheres, é um processo transitório para acertar uma desigualdade", declarou a empresária, em resposta a uma pergunta sobre cotas para mulheres. "Cada vez mais as empresas vão ter que ter compromisso com [o combate à] desigualdade."

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