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Luisa Mell é acusada de racismo e rebate: "Nada mais fascista do que cancelar alguém"

Luisa Mell diz que é antirracista e se revolta com "cancelamento" (Foto: Reprodução/Instagram @luisamell)

Luisa Mell é acusada de racismo nas redes sociais por causa de um post feito na página de sua loja no Instagram. A ativista foi “cancelada” após publicar a frase “toda vida importa” na última terça-feira (3), quando a internet foi tomada por manifestações antirracistas relacionadas ao movimento #VidasNegrasImportam. Os críticos dizem que ela comparou a vida de um negro com a de um animal.

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Ao Yahoo, a ativista diz que a postagem faz parte de uma campanha que começou há alguns meses. “As pessoas têm que se informar um pouco antes de falar. Estou fazendo essa campanha desde o início do ano. Toda vida importa. Se tratassem melhor os animais, tratariam melhor as pessoas também”, explica em entrevista.

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Luisa conta que tentou impedir que o logotipo da campanha e a frase fossem publicados no Instagram. “Falei ‘vamos segurar, podem achar que a gente está copiando, as manifestações estão acontecendo’, mas já estava programado e o post subiu automaticamente”, completa.

A conta da loja de Luisa Mell também saiu do ar na noite de ontem, mas ela acredita que foi hackeada por conta de uma falha interna.

Ativista nega racismo

Luisa Mell se revolta com as acusações de racismo e garante que foi uma das primeiras personalidades a aderir ao movimento #VidasNegrasImportam. Em post, ela também apoiou os protestos pró-democracia e se posicionou contra o fascismo. “Perdi seguidores, os fascistoides. Aqui não tem espaço para racismo. Luto pela vida, trabalho pela vida. Sou antirracista”, dispara. A loira também criticou o fato de ter sido “cancelada” na internet.

“Não há nada mais fascista do que ‘cancelar’ alguém. Como lutam por um mundo melhor ‘cancelando’ alguém?”, opina. “Vão criticar o cara da Fundação Palmares, não a mim que compro todas as brigas. Deveriam focar em políticas públicas”, completa. Recentemente, Sérgio Camargo, presidente da fundação, chamou o movimento negro de “escória maldita”.