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Lucros da gigante saudita de energia Aramco despencam em 2020

Anuj CHOPRA
·3 minuto de leitura
Amin Nasser, CEO da Aramco

A gigante saudita de energia Aramco anunciou neste domingo (21) que seu lucro líquido caiu 44,4% em 2020, devido à queda dos preços do petróleo, em um ano em que a pandemia afetou a demanda global.

"A Aramco teve um lucro líquido de 49 bilhões de dólares (41 bilhões de euros) em 2020", em comparação com 88,2 bilhões de dólares (73,8 bilhões de euros) no ano anterior, disse a empresa em um comunicado.

A Arábia Saudita, maior exportador mundial de petróleo bruto, foi atingida no ano passado por preços baixos e cortes bruscos na produção.

"As receitas foram afetadas pela queda dos preços do petróleo bruto e pelos volumes vendidos, bem como pelas margens mais baixas de refino e produtos químicos", disse a empresa.

No entanto, a companhia considera que demonstrou "grande resiliência financeira num dos períodos mais difíceis para o setor".

Nas últimas semanas, os preços do petróleo subiram para mais de US$ 60 o barril.

No entanto, analistas estimam que a gigante saudita está se preparando para uma eventual nova onda de infecções do coronavírus, que pode prejudicar a tímida recuperação econômica global e corroer ainda mais a demanda global por petróleo bruto.

A Aramco, considerada a galinha dos ovos de ouro da Arábia Saudita, vem apresentando queda consecutiva nos lucros desde que a empresa começou a divulgar seus resultados em 2019.

Esta situação pressiona as finanças públicas, uma vez que Riade empreendeu ambiciosos projetos de bilhões de dólares para diversificar a economia dependente do petróleo.

No ano passado, a gigante de energia registrou lucro líquido anual para 2019 em queda de 20,6% em relação a 2018.

Apesar da situação, Aramco afirma ter distribuído US$ 75 bilhões em dividendos aos seus acionistas, valor que supera o lucro declarado, conforme prometido durante seu IPO em 2019.

Apesar da pandemia, "colocamos ainda mais ênfase na lucratividade de nosso capital e em nossa eficiência operacional", o que possibilitou o pagamento de dividendos, disse o CEO da Aramco, Amin Nasser.

Esses pagamentos ajudam o governo saudita, o primeiro acionista da empresa, a administrar o enorme déficit orçamentário do reino.

A empresa, no entanto, reduzirá seus investimentos em 2021 "para cerca de US$ 35 bilhões, muito menos do que os US$ 40-45 bilhões" originalmente planejados, segundo o comunicado.

Para lidar com a conjuntura econômica, a empresa cortou seus gastos de investimentos e cortou centenas de empregos, informou a Bloomberg News em junho passado.

A queda acentuada nas receitas do petróleo pode prejudicar os planos ambiciosos do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, já que a diversificação da economia que ele defende deve ser financiada em grande parte com as receitas de energia.

Em janeiro, ele anunciou a intenção de seu país de vender mais ações da Aramco nos próximos anos.

O dinheiro gerado será transferido para o Fundo de Investimento Público do país.

Mas, dada a situação econômica e de saúde, essas vendas adicionais podem não atrair o interesse dos investidores, de acordo com analistas.

ac/sls/par/bfi/mis-tjc/mis/mr