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Lucro líquido da Pepsico cai 74% no 4º tri para US$ 1,77 bilhão

Raquel Brandão

Para 2020, a empresa espera crescimento orgânico de 4% na receita O lucro líquido da fabricante de bebidas e alimentos Pepsico caiu 74% no quarto trimestre de 2019, para US$ 1,77 bilhão. A informação foi divulgada nesta quinta-feira no demonstrativo de resultado publicado pela companhia na Securities and Exchange Comission (SEC), o regulador americano.

Daniel Acker/Bloomberg

A queda é explicada por um benefício fiscal de US$ 4,93 bilhões registrado no último trimestre de 2018, que alavancou o resultado daquele período. Além disso, no quarto trimestre de 2019 a empresa registrou despesas de US$ 207 milhões relacionadas a pensões e benefícios médicos de aposentados.

Se observado o lucro operacional, houve avanço de 11%, com a receita líquida crescendo 5,71%, para US$ 20,64 bilhões.

Houve aumento de 16% do lucro operacional na América Latina, de 28% na Europa e de 3% na região da Ásia-Pacífico, Austrália e Nova Zelândia. Nos países que compõem o grupo África, Oriente Média e Sul Asiático, o resultado operacional caiu 11%, devido a aumento de custos.

Na América do Norte, a companhia divide seus resultados por suas divisões de produtos. O lucro operacional da divisão Frito-lay, dedicada a salgadinhos, cresceu 3%, enquanto o lucro da linha de produtos Quaker Oats caiu 21% e a divisão de bebidas avançou 5%.

Para 2020, a empresa espera crescimento orgânico de 4% na receita e de 7% no lucro por ação em moeda constante.

Receita no Brasil

A receita da Pepsico no Brasil caiu 3% em 2019 na comparação com o resultado de 2018, para US$ 1,29 bilhão. O Brasil faz parte dos mercados que mais geram receita para a empresa fora dos Estados Unidos, ao lado de México, Rússia, Canadá, Reino Unido e China. Juntos, os seis países correspondem a 22% da receita da Pepsico em 2019, que chegou a US$ 67,16 bilhões.

No país, a divisão de salgadinhos registrou uma queda no volume de vendas de um dígito alto (mais de 5%). Já a divisão de bebidas reportou avanço de um dígito alto, impulsionando o avanço de 4% em toda divisão na América Latina, anulando quedas registradas na Argentina e na Colômbia.

Segundo a empresa, durante 2019 o câmbio desfavorável reduziu em 2% o crescimento da receita, refletindo quedas do real, do euro, da lira turca, do rublo russo e do peso argentino em relação ao dólar. “A desvalorização de algumas moedas em relação ao dólar que não sejam compensadas podem afetar adversamente nossos resultados financeiros futuros”, diz a companhia.

A empresa também diz que situações de volatilidade política e econômica em alguns países onde os produtos são fabricados, distribuídos ou vendidos, incluindo o Brasil, ainda criam cenários desafiadores.