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Lucro líquido do BNDES tem alta de 78% e chega a R$ 9,8 bilhões no primeiro trimestre

·3 minuto de leitura

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) teve lucro líquido de R$ 9,8 bilhões no primeiro trimestre de 2021. O resultado ficou 78% acima de igual período de 2020.

Conforme a instituição, o desempenho foi impulsionado pela venda de participações societárias e pela intermediação financeira. O banco divulgou o balanço nesta quinta-feira (13).

O lucro recorrente, que desconsidera efeitos extraordinários como a venda de ativos, foi de R$ 2,4 bilhões. A cifra indica estabilidade na comparação com o mesmo período de 2020.

Ao final de março, a carteira de participações societárias do BNDES totalizou R$ 61,5 bilhões. O número representa queda de 21,1% no trimestre. Está atrelada à venda de ações no valor de R$ 12,6 bilhões, com destaque para os desinvestimentos na mineradora Vale e na fabricante de papel e celulose Klabin.

Já o produto de intermediação financeira atingiu R$ 4,4 bilhões, aumento de 7,8% em comparação ao primeiro trimestre de 2020. A receita com operações de crédito e repasses aumentou 10,8% frente a igual período do ano passado, chegando a R$ 9,2 bilhões.

Ao apresentar os resultados, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, ressaltou os desinvestimentos feitos pela instituição. Na visão dele, há um “amadurecimento” dessa estratégia.

“A gente destaca a saída completa de ações e debêntures participativas da Vale do Rio Doce. É a continuidade da nossa estratégia de retirar o BNDES de posições financeiras meramente especulativas”, afirmou.

O balanço também apontou que os desembolsos tiveram alta de 35% no primeiro trimestre, alcançando R$ 11,3 bilhões. Do total, a fatia de 49% (R$ 5,6 bilhões) foi destinada ao setor de infraestrutura. A parcela de 46% (R$ 5,2 bilhões) foi endereçada a micro, pequenas e médias empresas.

“A gente está se desfazendo da carteira especulativa para alocar o capital, o risco, em atividades que tornam o banco financeiramente sustentável e trazem substancial adicionalidade econômica e socioambiental para o Brasil”, disse Montezano. “Temos de pegar o capital do BNDES e alocar em risco. É um desafio estrutural importante para o banco. Por quase duas décadas, o BNDES foi um monopolista distribuidor de subsídios economicamente vultosos. O banco tinha aversão a risco bem relevante”, acrescentou.

Após a apresentação do balanço, a diretoria da instituição foi questionada em entrevista à imprensa sobre eventual venda das ações da Eletrobras que pertencem ao BNDES. Diretor de privatizações do banco, Leonardo Cabral negou a possibilidade de negociação em meio ao processo de capitalização da estatal.

"Nosso objetivo é viabilizar o processo de privatização. O BNDES hoje não está trabalhando nem avaliando a hipótese de vender ações em conjunto com a oferta", disse Cabral.

Segundo o balanço do primeiro trimestre, mais da metade da carteira de crédito de operações diretas e indiretas não automáticas do banco (52,5%) está vinculada a empreendimentos que apoiam a economia verde e o desenvolvimento social. Esses recursos estão aportados em projetos de setores como saneamento básico e energias renováveis. No primeiro trimestre de 2021, R$ 3,7 bilhões foram desembolsados para esses setores.

O banco também destacou sua participação em projetos de parcerias com a iniciativa privada. Entre eles, estão a modelagem da privatização da CEEE-D (Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica), do Rio Grande do Sul, e a venda da CEB-D (CEB Distribuição), do Distrito Federal.

*

RAIO-X DO BNDES NO 1º TRIMESTRE

Lucro líquido

R$ 9,8 bilhões

Lucro recorrente

R$ 2,4 bilhões

Desembolsos

R$ 11,3 bilhões

Intermediação financeira

R$ 4,4 bilhões

A atuação

Fundado em 1952, o banco é atualmente vinculado ao Ministério da Economia. Ao longo de sua trajetória, foi considerado instrumento público para viabilizar projetos de longo prazo na economia brasileira, em áreas como a de infraestrutura.

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