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Lucro do Itaú cai 34,6% em 2020

ISABELA BOLZANI
·4 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Itaú Unibanco registrou uma queda de 34,6% no lucro do ano passado em relação a 2019, para R$ 18,5 bilhões descontados os itens extraordinários, informou o banco nesta segunda-feira (1º). No quarto trimestre, o recuo foi de 26,1%, para R$ 5,4 bilhões -quarta retração consecutiva na comparação anual dos resultados do maior banco do país. O Itaú é o primeiro entre os grandes a divulgar os ganhos referentes a 2020. Considerando os efeitos extraordinários, como o ganho da alienação parcial da participação na XP (que resultou em um ganho de R$ 3,2 bilhões até agora), despesas com readequação de estruturas, amortização de ágio, entre outros, o resultado foi de R$ 18,9 bilhões no ano e de R$ 7,6 bilhões no último trimestre. No domingo (31), o banco já havia anunciado que aguarda apenas o aval do Federal Reserve (banco central dos EUA) para constituir a nova empresa com participação na XP. A nova empresa será chamada de XPart. Esta terça-feira (2) será o último dia de Candido Bracher na presidência do banco. O executivo, que deixa o cargo pela regra adotada pela instituição, que impõe limite de 62 anos para o presidente, dará lugar a Milton Maluhy Filho. Apesar de os lucros continuarem bilionários, a crise do coronavírus impactou o resultado dos bancos ao longo de 2020. Entre os principais efeitos estão o aumento das reservas contra calotes (provisões) e a queda da margem financeira (principal receita do banco, com operações de crédito). Em 2020, o Itaú somou R$ 29,9 bilhões em provisões, um aumento de 52,1% em relação ao observado em 2019. No quarto trimestre, essas reservas atingiram R$ 5,6 bilhões, queda de 8,2% em comparação a igual intervalo do ano anterior. Além do aumento das reservas para cobrir possíveis calotes, o Itaú ganhou menos dinheiro com os empréstimos que fez. Assim, as medidas emergenciais anunciadas pelo banco ao longo de 2020, como a renegociação de contratos e a concessão de descontos e períodos de isenção também acabaram afetando o resultado do Itaú. Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o Itaú afirmou que o aumento do custo do crédito foi impulsionado pela mudança do cenário macroeconômico diante da pandemia. "Essa mudança, capturada por nosso modelo de perda esperada, gerou maiores despesas de provisões para crédito, tanto em nossas operações no Brasil, quanto no restante da América Latina", afirmou o banco em nota. O custo do crédito total ficou em cerca de R$ 30,2 bilhões no ano, aumento de 66,4% em comparação ao ano anterior. A margem financeira do banco somou R$ 70,1 bilhões, queda de 6,1% em relação ao 2019. Já a carteira de crédito total da instituição somou R$ 869,5 bilhões em 2020, alta de 9,6% em relação a 2019, excluindo a variação cambial. Especificamente no Brasil, a carteira total de crédito, incluindo garantias financeiras e títulos privados totalizou R$ 652,2 bilhões, alta de 17,2% na mesma comparação. Dentre os empréstimos, a maior parcela da carteira ficou com as grandes empresas, cujas concessões somaram R$ 269 bilhões no ano, aumento de 21,6% O crédito para micro, pequenas e médias empresas totalizou R$ 127,6 bilhões, avanço de 33,9%. Já a carteira de crédito para pessoas físicas encerrou 2020 com R$ 255,6 bilhões em concessões, volume 6,6% maior do que o registrado em 2019. O índice de inadimplência total acima de 90 dias do banco encerrou 2020 em 2,7% no Brasil, recuo de 0,7 ponto percentual. Em relação ao terceiro trimestre, houve leve alta de 0,1 ponto percentual. "No Brasil, o aumento [trimestre contra trimestre] está concentrado no índice de micro, pequenas e médias empresas, principalmente devido ao fim da carência de contratos que foram flexibilizados nos períodos antecedentes", afirmou o banco em relatório. As receitas com prestação de serviço do banco somaram R$ 43,3 bilhões em 2020, recuo de 1,3% em relação a 2019. As receitas provenientes de assessoria econômico-financeira e de corretagem, que subiram 45,3% no período, foram as principais responsáveis por evitar quedas maiores na categoria. As receitas com cartão de crédito e débito caíram 11,9% no período, para R$ 11,5 bilhões, mesmo diante do maior uso do plástico e dos meios de pagamentos digitais diante da pandemia do coronavírus. Segundo o banco, as receitas com atividade de emissão de cartões caíram 3,1% no ano, para R$ 8,8 bilhões, principalmente diante do menor faturamento em função da atividade econômica mais fraca do primeiro semestre deste ano e dos ganhos inferiores com anuidade de cartões. "Além disso, em 2020, as menores receitas com taxa de desconto líquida [chamada pelo mercado de MDR] e com aluguel de máquinas reduziram as receitas de adquirência em 32,6%", disse o banco em relatório.