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Lucro da Vale cai 18,5%, para R$ 23,3 bilhões

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Vale lucrou R$ 23,3 bilhões no terceiro trimestre de 2022, queda de 18,5% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. O recuo, diz a empresa, reflete os menores preços do minério de ferro, seu principal produto.

Em 2022, com lucro acumulado de R$ 76,6 bilhões, a mineradora já anunciou o pagamento de R$ 14,2 bilhões a seus acionistas. Em 2021, a Vale teve o maior lucro já registrado por uma companhia brasileira, de R$ 121 bilhões.

No terceiro trimestre de 2022, a Vale vendeu sua produção de minério de ferro a um preço médio de US$ 92,6 por tonelada, queda de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas do minério aumentaram em 3,5%, para 69 milhões de toneladas.

A queda do preço derrubou a receita da Vale em 19%, para R$ 52,1 bilhões. O Ebitda, indicador que mede a geração de caixa de uma companhia, caiu 25,2%, para R$ 19,3 bilhões.

Em comentário ao balanço, o presidente da companhia, Eduardo Bartolomeo, disse que o desempenho foi sólido em todas as áreas de atuação. "Enquanto o mundo enfrenta crescentes pressões inflacionárias, continuamos focados na disciplina de custos e na melhoria da confiabilidade operacional", afirmou.

A dívida bruta da empresa caiu 3,1%, para US$ 12,2 bilhões, incluindo o custo de arrendamentos. A queda, segundo a empresa, foi provocada pela amortização de empréstimos bancários.

A Vale informou ainda que concluiu 40% de seu programa de descaracterização de barragens semelhantes à que se rompeu em Brumadinho (MG), deixando 272 mortos em janeiro de 2019. Desde 2019, foram eliminadas 12 estruturas, cinco delas em 2022.

A empresa não anunciou dividendos pelo resultado do trimestre. Tem preferido direcionar recursos para a recompra de ações, com o objetivo de valorizar os papéis. Até agora, comprou 126 milhões de ações, um quarto da meta estabelecida.

No início do mês, a Vale foi alvo de uma investida do grupo Cosan, controlado pelo empresário Rubens Ometto, que vê na mineradora uma oportunidade para diversificar suas operações, hoje nos setores de combustíveis, gás, logística e energias renováveis.

A Cosan anunciou a compra de 4,9% das ações da Vale, o que a colocaria na quinto posição entre os maiores acionistas da mineradora, atrás de Previ (8,61%), Capital Group (6,69%), BlackRock (6,33%) e Mitsui (5,99%).

A operação será paga com dividendos das empresas de combustíveis Raízen e de gás Compass. Se considerar que terá voz na gestão da empresa, a Cosan pode ampliar essa fatia para 6,5%.