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Lucro da CPFL Energia sobe 39,2% no quarto trimestre de 2019

Letícia Fucuchima

A companhia divulgou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 841,6 milhões, no período; em todo o ano passado, a CPFL Energia teve lucro líquido de R$ 2,7 bilhões A CPFL Energia obteve um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 841,6 milhões entre outubro e dezembro de 2019, o que corresponde a uma alta de 39,2% frente ao registrado em igual período de 2018. Com isso, a companhia encerrou 2019 com um lucro líquido de R$ 2,7 bilhões, cifra 31,3% superior na comparação anual.

De acordo com a empresa, os números de 2019 são recordes e refletem principalmente “expressivo” desempenho na área de distribuição. Além disso, aponta a empresa, o lucro de 2019 foi beneficiado por uma queda das despesas financeiras devido a redução dos juros, menor nível de endividamento e a uma receita financeira extraordinária decorrente dos recursos da oferta subsequente de ações realizada no ano passado, o chamado “re-IPO”.

A receita operacional líquida da companhia avançou 20% no trimestre, para R$ 8 bilhões. No ano, o faturamento foi de R$ 29,93 bilhões, avanço de 6,4%.

Puxado pelas distribuidoras do grupo, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da CPFL alcançou R$ 1,74 bilhão no quarto trimestre, alta de 28,6% frente a igual período de 2018. Durante todo o ano passado, o indicador somou R$ 6,39 bilhões, 13,4% acima do de 2018.

As vendas de energia na área de concessão da CPFL cresceram 4,2% no quarto trimestre, enquanto a carga subiu 2,4%. No acumulado de 2019, as altas foram de, respectivamente, 1,3% e 1,2% ante 2018.

Em outra frente de negócios, a companhia aponta que o Ebitda de “geração convencional” — que inclui hidrelétricas e PCHs — avançou 6,1% no quarto trimestre ante igual período de 2018. Por sua vez, na CPFL Renováveis, o Ebitda avançou 26,1%, com melhora da incidência de ventos no Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Ceará. Em 2019, a divisão de renováveis teve uma contribuição quase estável para o Ebitda (-0,4%), enquanto a convencional cresceu 2,7%.