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Lucro da Comgás cai 57,2% no 4T19, para R$ 367,171 milhões

Juliano Passaro
Lucro da Comgás cai 57,2% no 4T19, para R$ 367,171 milhões

A Comgás (CGAS5). apresentou lucro líquido de R$ 367,171 milhões no quarto trimestre do ano passado. O valor representa uma baixa de 57,2% em comparação ao mesmo intervalo de 2018. Entretanto, o lucro anual da empresa, em 2019, foi de R$ 1,367 bilhão, um crescimento de 2,1% em relação a 2018.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no último trimestre foi de R$ 633,74 milhões, um recuo de 42% em comparação com o mesmo intervalo de 2018. Considerando o ano inteiro de 2019, o indicador teve alta de 14,9%, ficando em R$ 2,512 bilhões.

A receita líquida da Comgás entre outubro e dezembro avançou 32,1% em relação ao mesmo intervalo de 2018, para R$ 2,529 bilhões.

No ano, as receitas somaram R$ 9,514 bilhões, uma alta de 39,1% em comparação com 2018.

A Comgás também celebrou o crescimento na base de clientes. O número chegou a 2 milhões ao final do ano passado, apresentando um avanço de 5,4% em relação a 2018.

Dívida líquida da Comgas

A dívida líquida da Comgás cresceu duas vezes em um ano, saindo de R$ 1,555 bilhão em dezembro de 2018 e passando para R$ 3,597 bilhões no final do ano passado.

Projeções da empresa

De acordo com o guindance da empresa, a Comgás espera que o Ebitda fique no intervalo entre R$ 2,25 bilhões e R$ 2,4 bilhões. Se a empresa conseguir a maior alta dessa prévia, terá um avanço de 8%.

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Em relação aos investimentos da empresa, a Comgás projeta um valor entre R$ 900 milhões e R$ 1 bilhão para o capex. É importante destacar que em 2019, a empresa investiu R$ 898,78 milhões.

Empréstimo do BNDES à Comgás

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, no início de janeiro deste  ano, que faria um financiamento de R$ 2 bilhões para a Comgás.

Os recursos estão sendo destinados ao plano de investimentos da Comgás, aprovado pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), que durará até 2024. O projeto prevê que o BNDES faça aportes de R$ 2,937 bilhões na empresa de distribuição de gás natural até 2021.