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Lucro do BNDES tem alta de 70% no terceiro trimestre

Francisco Góes e Juliana Schincariol

O resultado atingiu R$ 2,7 bilhões no período O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentou lucro líquido de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre de 2019, alta de 70% frente ao resultado um ano antes, quando foi de R$ 1,6 bilhão, informou a instituição nesta quinta-feira.

Leo Pinheiro/Valor

No acumulado do ano, o resultado foi de R$ 16,51 bilhões, um salto de 159,5%. O banco atribuiu o desempenho dos nove meses do ano até setembro ao aumento do resultado com participações societárias, que teve incremento de R$ 8,792 bilhões (155,8%), seguido do aumento de R$ 1,274 bilhão (12,6%) no produto da intermediação financeira.

Segundo o BNDES, a reversão líquida da provisão para risco de crédito foi de R$ 318 milhões no acumulado até setembro. Houve o recebimento de R$ 1,1 bilhão do Fundo Garantidor de Exportação (FGE), relativo a créditos 100% provisionados em anos anteriores. Nos primeiros nove meses de 2018, houve constituição líquida de R$ 1,681 bilhão.

A dívida do BNDES com o Tesouro Nacional foi reduzida para R$ 230,63 bilhões ao final de setembro, 24,9% a menos do que ao final de 2018. Essa redução é fruto do pagamento de R$ 70 bilhões feitas ao Tesouro ao longo do ano passado.

No balanço, o BNDES informou que, em 30 de setembro, o Tesouro Nacional representava 30,7% das fontes de recurso do banco e o FAT/PIS-PASEP, de 40,3%. O FAT voltou a ocupar a posição de principal credor do BNDES. Nos primeiros nove meses de 2019, ingressaram R$ 13,623 bilhões de recursos do FAT Constitucional, e o volume de recursos do fundo com o banco totalizou R$ 284,26 bilhões. O passivo com o fundo PIS-PASEP chegou a R$ 18,32 bilhões no fim de setembro, queda de 10,5% no ano.

A devolução de recursos contribuiu para a queda dos ativos do banco. O ativo do Sistema BNDES totalizou R$ 750,299 bilhões, redução de 6,5%.

A carteira de crédito e repasses, líquida de provisão, representava 61,7% dos ativos totais do banco em 30 de setembro. Em nove meses, teve declínio de R$ 34,4 bilhões (6,9%). O recuo ocorreu porque o volume de liquidações superou os desembolsos do banco em R$ 63,814 bilhões, informou o BNDES.

O patrimônio líquido do banco em setembro alcançou R$ 100,92 bilhões, alta anual de 26,9%.