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Lucro do Barclays recua com provisão de US$2,1 bi

Por Lawrence White e Sinead Cruise
·2 minuto de leitura

Por Lawrence White e Sinead Cruise

LONDRES (Reuters) - O Barclays reservou 1,6 bilhão de libras (2,1 bilhões de dólares), valor acima do esperado, para cobrir um possível aumento nas perdas com empréstimos no segundo trimestre e alertou para uma perspectiva sombria e baixas taxas de juros que devem prejudicar seus lucros até 2021.

O Barclays registrou lucro antes dos impostos no primeiro semestre do ano de 1,3 bilhão de libras, abaixo dos 3 bilhões de libras de um ano atrás, uma vez que as provisões contra potenciais dívidas incobráveis superavam a receita melhor de seu banco de investimentos.

O desempenho da área de trading do Barclays foi um ponto positivo, pois a volatilidade do mercado, causada pela pandemia, provocou um salto de 60% nas receitas de negociação de câmbio, taxas de juros e crédito.

No entanto, as ações do banco caíram nesta quarta-feira, em meio a temores de maiores prejuízos futuros e de que a queda da receita no varejo supere as receitas do banco de investimento.

A divisão de mercados registrou um aumento de 49% na receita, para 2,1 bilhões de libras, endossando a estratégia adotada pelo presidente-executivo Jes Staley, que defendeu o banco de investimento contra os desejos do acionista ativista Edward Bramson, que quer reduzir suas operações.

Era esperado que o Barclays reportasse perdas por redução ao valor recuperável de crédito e provisões para possíveis perdas com empréstimos de 1,42 bilhão de libras para abril-junho, de acordo com a previsão média dos analistas compilada pelo banco.

A provisão mais recente eleva o total do semestre para 3,7 bilhões de libras, com analistas esperando que o valor aumente para 5,79 bilhões de libras durante o ano inteiro.

O Barclays disse que as baixas contábeis no segundo semestre não devem alcançar os níveis observados de janeiro a junho, assumindo que não haja mudança na perspectiva econômica.

Também afirmou que tem sido conservador em sua abordagem de prever uma recuperação econômica e de fazer provisões, com a cobertura de empréstimos não garantidos muito acima dos níveis de inadimplência reais vistos na crise de 2008.

"Se você observar nosso desempenho de crédito subjacente no momento, ele é relativamente benigno, nossas estatísticas de inadimplência não parecem as manchetes que você está ouvindo", disse o vice-presidente financeiro Tushar Morzaria a repórteres em uma teleconferência.