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Lucro do Bank of America recua 34% no 2° tri com queda na receita de banco de investimento

Bank of America

BENGALURU/NOVA YORK (Reuters) - O Bank of America divulgou nesta segunda-feira uma queda de quase 34% no lucro do segundo trimestre, impactado pelo recuo da receita com banco de investimento, uma vez que as transações corporativas caíram ante os níveis recordes registrados no ano passado.

O lucro atribuído aos acionistas ordinários do banco caiu para 5,93 bilhões de dólares no período, ou 0,73 dólar por ação, no trimestre encerrado em 30 de junho, de 8,96 bilhões de dólares, ou 1,03 dólar por ação, um ano antes.

Os banqueiros de investimento de Wall Street viram o volume de transações, como fusões, aquisições e ofertas de ações, diminuírem no primeiro semestre de 2022, em meio à volatilidade nos mercados de capitais, tensões geopolíticas e uma aversão ao risco que derrubou preços de ativos globalmente.

As ações do Bank of America (BofA), que caíram quase 28% em 2022, perdiam 1,2% no pré-mercado.

Com as listagens no mercado de ações congeladas e as empresas freando as transações, as comissões com a unidade de banco de investimento do Bank of America caíram 47%, para 1,1 bilhão de dólares no trimestre relatado.

A receita trimestral, líquida de despesas com juros, aumentou 6%, para 22,7 bilhões de dólares.

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, vem elevando as taxas de juros rapidamente, em linha com seu compromisso de domar a maior inflação de décadas. Embora os riscos de recessão persistam, a medida por enquanto se traduziu em lucros mais altos para os bancos, que normalmente prosperam em um ambiente de elevação de taxas de juros.

A margem financeira líquida do Bank of America, uma métrica que mede a diferença entre os juros ganhos com empréstimos e o valor pago com depósitos, saltou 22%, ou 2,2 bilhões de dólares, para 12,4 bilhões de dólares.

Devido à composição de seu balanço patrimonial, o BofA é o mais sensível entre os grandes bancos norte-americanos a mudanças nas taxas de juros.

"Nossos clientes consumidores dos EUA permaneceram resilientes com saldos de depósitos e níveis de gastos fortes e contínuos", disse Brian Moynihan, presidente-executivo do banco.

O total de empréstimos e arrendamentos, excluindo os do programa governamental de proteção ao salário, cresceu 14% em relação ao mesmo período de 2021. Na base trimestral, o aumento foi de 4%.

O Bank of America, o segundo maior banco dos EUA em ativos, liberou 48 milhões de dólares em reservas no trimestre, em comparação com 2,2 bilhões de dólares um ano antes, deixando as provisões para perdas com empréstimos em 500 milhões de dólares.

O balanço do BofA contrasta com os dos bancos rivais JPMorgan e Wells Fargo, que aumentaram as provisões para perdas com empréstimos em 428 milhões de dólares e 235 milhões de dólares, respectivamente, no trimestre.

(Por Manya Saini e Niket Nishant, em Bengaluru, e Elizabeth Dilts Marshall, em Nova York)

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