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Luciano Hang, da Havan, é condenado por 'coagir' voto em Bolsonaro

Foto: AP/Leo Correa

Luciano Hang, o empresário dono da rede de lojas de departamento Havan, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter supostamente coagido funcionários a votarem no então candidato à presidência Jair Bolsonaro.

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Apoiador confesso de Bolsonaro, Hang terá de pagar uma multa no valor de R$ 2 mil. O empresário poderia recorrer da decisão, mas preferiu aceitar a condenação, segundo informações do site Conjur.

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O processo foi iniciado em 2018 no TSE pela coligação “Para Unir o Brasil", formada pelos partidos PSDB, PRB, PP, PTB, PR, PPS, DEM, PSD e SDD, e que tinha como candidato à presidência em 2018 o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB).

Na ação movida pelo grupo de partidos, Bolsonaro também era indiciado, mas foi inocentado pelo TSE. A Justiça do Trabalho de Santa Catarina também foi acionada no caso, e proibiu Hang de influenciar o voto de funcionários.

O motivo para a abertura da ação foi um vídeo gravado por Hang em outubro do ano passado no interior de uma das lojas da Havan, falando com funcionários vestidos de verde e amarelo, enquanto exaltava o candidato do PSL à presidência.

“Todos sabem a minha posição. Eu sou Bolsonaro! Bolsonaro! Quero uma salva de palmas", declara o empresário no vídeo. Em seguida, ele pede a todos que gritem o nome do então candidato em coro.

"É incontroverso que o ato de propaganda eleitoral ocorreu no interior de uma das lojas da Havan, estabelecimento comercial que se enquadra na definição de bens de uso comum para fins eleitorais", justificou o ministro Sérgio Banhos, do TSE, na decisão.

Na defesa ao tribunal, Hang alegou que não houve irregularidade. Ele também argumentou que tem direito à livre manifestação do pensamento, um princípio constitucional.

*Com informações da Folhapress