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Lua Tritão pode ter destruído quase todas as outras luas de Netuno

Danielle Cassita
·3 minutos de leitura

Já temos um bom conhecimento sobre como as luas dos planetas do nosso Sistema Solar se formaram: ou elas foram formadas pelos detritos gerados por grandes impactos, ou são o que restou da formação da nossa vizinhança planetária. Entretanto, por algum motivo, isso não parece valer para Tritão, a lua de Netuno. Assim, conforme explica o astrofísico Ethan Siegel, é possível que a história de formação dessa lua seja diferente e esteja relacionada ao Cinturão de Kuiper.

Acontece que o processo de formação das luas varia de acordo com os planetas: no nosso caso e de Marte, é bem provável que as luas tenham vindo de impactos gigantescos, que são considerados a principal forma de formação de luas em mundos rochosos. Só que isso muda nos gigantes gasosos, pois a maioria das luas destes mundos se formou a partir de um disco circumplanetário, uma espécie de formação de poeira concentrada. Geralmente, essas luas orbitam o mesmo plano, e são acompanhadas de um sistema de anéis.

A orientação de Tritão é uma das indicações mais fortes de sua origem (Imagem: WIKIMEDIA COMMONS USER ZYJACKLIN; NASA / JPL / USGS)
A orientação de Tritão é uma das indicações mais fortes de sua origem (Imagem: WIKIMEDIA COMMONS USER ZYJACKLIN; NASA / JPL / USGS)

É aí que as diferenças de Netuno e sua lua surgem. Para começar, Tritão tem uma órbita em sentido horário — ao contrário do que ocorre em luas dos outros gigantes gasosos e, ainda, não se encontra no mesmo plano que Netuno orbita. Além disso, essa lua tem uma densidade tão grande que chega a causar estranhamento nos astrônomos, e isso ocorre possivelmente devido à composição de seu núcleo. Ressaltamos também que Eris, o objeto mais massivo do Cinturão de Kuiper, é 27% mais massivo que Plutão.

Uma viajante de fora

As características que tornam Tritão tão "estranha" não acabaram por aí. Essa lua conta com criovulcanos em sua suprefície, e é um dos poucos mundos em nosso Sistema Solar que tem atividade vulcânica ocorrendo em sua superfície. Aliás, Tritão tem cores bastante diferentes das outras luas de Netuno; curiosamente, essa lua é mais parecida com Plutão e Eris, objetos do Cinturão de Kuiper, do que com outras luas do Sistema Solar. Assim, Siegel acredita que todas essas indicam que, na verdade, Tritão era um objeto do Cinturão de Kuiper — e não qualquer um, mas sim um tão grande que seria o "rei". Então, em um passado distante, Tritão foi capturada pela gravidade de Netuno, e segue orbitando o gigante desde então. Se realmente for isso que aconteceu, restam algumas implicações.

Considerando este cenário, é bastante provável que Netuno tenha tido um sistema de luas próprio no passado. Em algum momento, o Cinturão de Kuiper "trouxe" uma região de influência gravitacional que, futuramente, resultaria na captura de Tritão. É possível que este sistema tenha sido perdido e não poderemos conhecê-lo, porque Tritão simplesmente o extinguiu: devido às interações gravitacionais de Netuno, Tritão pode muito bem ter eliminado as luas pré-existentes do gigante.

Ainda não é possível saber se outros satélites ainda existem ou se tornaram cometas. Também não sabemos bem se existem outras luas esperando para serem descobertas. No fim, essa e outras questões poderão ser respondidas em outras missões do futuro. Mesmo assim, Siegel ressalta que podemos, sim, confiar que Tritão destruiu os satélites pré-existentes em Netuno, e finaliza: "na dança gravitacional do nosso Sistema Solar, apenas os sobreviventes resistem para contar suas histórias".

Fonte: Canaltech

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