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A Lua teve ou não um campo magnético? Estas amostras lunares resolvem o mistério

·3 minuto de leitura

O Programa Artemis, da NASA, pretende levar a humanidade de volta à superfície da Lua em 2024. Mas, antes disso, cientistas buscam avaliar quais recursos presentes na superfície lunar poderão ser usados para manter a presença humana por lá. Em um novo estudo, pesquisadores relatam que o nosso satélite natural nunca teve um campo magnético, e a descoberta implica nos tipos de materiais que podem ser encontrados por lá — e como nos prepararemos para explorá-los.

Segundo o estudo, liderado pela Universidade de Rochester com a participação de outras sete instituições, a Lua jamais teve um campo magnético em seus, estima-se, 4,53 bilhões de anos. “Este é um novo paradigma para o campo magnético lunar”, explica John Tarduno, principal autor do artigo e professor em Rochester. Campos magnéticos atuam como um escudo que protege os corpos celestes da intensa radiação solar. Sem esse escudo, a Lua está vulnerável aos ventos solares, que podem facilmente modificar os elementos presentes em sua superfície.

Amostras de "vidro lunar" coletadas pela missão Apollo 16, da NASA, em 1972 (Imagem: Reprodução/Universidade de Rochester/J. Adam Fenster)
Amostras de "vidro lunar" coletadas pela missão Apollo 16, da NASA, em 1972 (Imagem: Reprodução/Universidade de Rochester/J. Adam Fenster)

Tarduno é líder no campo do paleomagnetismo e há anos ele estuda o desenvolvimento do escudo magnético da Terra, como uma forma de compreender a evolução planetária e mudanças ambientais. Em nosso planeta, esse escudo foi uma peça fundamental para a formação da vida na superfície, ao proteger nosso mundo dos violentos ventos solares. “Desde as missões Apollo, surgiu a ideia de que a Lua tinha um campo magnético tão forte ou até mais do que o campo magnético da Terra em cerca de 3,7 bilhões de anos atrás”, acrescenta o pesquisador.

A crença sobre o campo magnético da Lua se baseou em um conjunto de dados da década de 1970, que incluem análises de amostras lunares coletadas pelas missões Apollo — as quais apresentavam magnetização, que os pesquisadores interpretaram como a presença de um campo magnético. “O núcleo da Lua é muito pequeno e seria difícil realmente conduzir esse tipo de campo magnético”, explica Tarduno. Além disso, ele ressalta que as medições anteriores não foram conduzidas com a melhor das técnicas.

(Imagem: Reprodução/Universidade de Rochester/J. Adam Fenster)
(Imagem: Reprodução/Universidade de Rochester/J. Adam Fenster)

Então Tarduno e sua equipe testaram as amostras de "vidro lunar", coletadas nas missões Apollo, com lasers de CO2 para aquecê-las por um curto período — esta técnica evitou alterações fundamentais nas amostras. Depois, eles usaram magnetômetros supercondutores e altamente sensíveis para medir com precisão os sinais magnéticos. Segundo a pesquisa, os primeiros resultados sobre a magnetização da Lua podem ser explicados pelo impacto de meteoros, e não como resultado de um campo magnético.

Nenhuma das outras amostras analisadas posteriormente indicou a presença de um campo magnético. “Se houvesse um campo magnético na Lua, todas as amostras que estudamos deveriam ter adquirido magnetização, mas não adquiriram”, diz Tarduno. Para ele, é bastante conclusivo que nosso satélite natural jamais teve um escudo protetor duradouro e a falta dele pode indicar uma variedade de elementos voláteis na superfície lunar, como carbono, hidrogênio e hélio-3.

A pesquisa ajudará no planejamento das futuras missões para exploração da Lua. O hélio-3, por exemplo, é um recurso raro aqui na Terra, usado em imagens médicas e na criogenia — e uma possível fonte de combustível. A ausência do escudo de proteção também significa que os solos lunares podem conter antigos registros da atividade solar ao longo de milhares de anos, o que pode fornecer ao cientistas uma melhor compreensão da evolução do Sol.

Fonte: Canaltech

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