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Lua saturniana Reia parece abrigar substância que usamos como combustível

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Entre 2004 e 2017, a sonda Cassini estudou Saturno e suas luas, proporcionando descobertas sem precedentes sobre o sistema deste gigante gasoso. E, ao sobrevoar a lua Reia para analisar sua composição, a sonda flagrou uma substância misteriosa em sua superfície. Agora, pesquisadores vêm estudando os dados, e suspeitam que a substância seja um composto usado em propelentes de foguetes.

Conforme sobrevoou as luas de Saturno, a Cassini foi examinando com seu espectrógrafo a luz solar refletida nessas diferentes superfícies para determinar qual era a composição delas. Reia, assim como as demais, tinha algo em sua superfície que absorvia uma parte da luz ultravioleta do espectro, relata Amanda Hendrix, do Planetary Science Institute. Inicialmente, a equipe pensou se tratar de água congelada, mas continuaram estudando para descobrir, de fato, o que era a substância.

Imagem de Reia feita pela sonda Cassini (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)
Imagem de Reia feita pela sonda Cassini (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)

Para tirar a dúvida, Hendrix e seus colegas realizaram experimentos em laboratório para verificar como a luz se comportava ao interagir com diferentes componentes químicos. Nos resultados, eles chegaram a duas substâncias correspondentes àquilo que apareceu em Reia: a hidrazina e o cloro — sendo que este último não era um candidato tão bom, porque dificilmente seria produzido lá por processos químicos. Para os pesquisadores, a ocorrência de cloro iria exigir impactos de micrometeoritos ou asteroides com a substância.

Por outro lado, a hidrazina seria uma opção bem mais viável, porque poderia ter sido formada através de reações químicas ocorridas na lua; outra possibilidade é que o composto tenha vindo da atmosfera da lua vizinha Titã. Embora a hidrazina seja uma substância tóxica, utilizada em combustíveis de foguetes e até mesmo presente nos propulsores da sonda, não houve ativação dos propulsores durante o sobrevoo que por ali.

Por isso, mesmo que a origem da substância não esteja clara, a equipe está confiante que a presença da hidrazina em Reia não tem relação com a sonda: “essa é uma possível explicação para a ocorrência em Reia, mas ainda temos trabalho a fazer para descobrir por que ocorre em outras luas”, diz Hendrix. “Essa é uma pista para um processo que está acontecendo em todo o sistema saturniano, e provavelmente em outros lugares”, completou ela.

Lançada em outubro de 1997 pela NASA, a missão Cassini-Hyugens contou com duas sondas para investigar Saturno e suas luas; enquanto a sonda Hyugens seguiu viagem para Titã, a Cassini alcançou a órbita de Saturno em 2004, proporcionando diversas informações e incríveis imagens do gigante e seus anéis. Apesar de ter duração estimada de quatro anos, a Cassini tinha combustível o suficiente para seguir em ação até 2017, quando mergulhou na atmosfera de Saturno e encerrou suas atividades.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Science Advances.

Fonte: Canaltech

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