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Lotação e medo do coronavírus fazem paulistanos abrirem mão do ônibus durante pandemia

Anita Efraim
·2 minutos de leitura
An employee disinfects a bus in a bus terminal during a quarantine imposed by the state government to help contain the spread of the new coronavirus in Sao Paulo, Brazil, Monday, May 4, 2020. (AP Photo/Andre Penner)
Funcionária limpa ônibus municipal em São Paulo, durante pandema do coronavírus (Foto: AP Photo/Andre Penner)

Durante a pandemia do coronavírus, menos paulistanos estão usando os ônibus municipais. Segundo levantamento feito pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope Inteligência, 25% dos moradores da cidade de São Paulo usam esse meio de transporte. Em 2019, o índice era de 47%. A queda aconteceu em todas as regiões da capital paulista.

Entre os que usam ônibus municipais, 23% acham que o principal problema a ser resolvido é a lotação do transporte, enquanto 13% acham que é o preço da tarifa. Em terceiro lugar, com 11%, aparece a frequência dos ônibus.

Questionados sobre o motivo pelos quais têm usado outros meios de transporte, 35% citaram o medo de pegar coronavírus como motivo principal. O segundo motivo mais falado foi o fato de os ônibus estarem muito cheios.

Em 2019, 8% dos paulistanos dizia que não utilizada ônibus municipais. Em 2020, o número chegou a 14% da população da cidade. Os paulistanos que usam o meio de transporte de 5 a 7 dias na semana são 22%, sendo que, em 2019, eram 28%.

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O uso do carro e dos transportes por aplicativo, por outro lado, cresceu. Entre os moradores da capital, 25% disseram usar automóvel próprio em 2020, enquanto em 2019 o índice era de 20%. Os transportes por aplicativo tem 6% de adesão, um ponto percentual a mais do que no ano anterior.

O número de paulistanos que andam a pé também aumentos: de 6% em 2019 para 15% em 2020.

Durante a pandemia, a bicicleta ganhou pouco espaço na vida dos paulistanos. Entre os problemas relatados pelos ciclistas estão a falta de segurança, furtos e roubos além do desrespeito por parte de motoristas.

Foram ouvidos 800 moradores da cidade de São Paulo entre os dias 5 e 21 de setembro de 2020. A margem de erro é de três pontos percentuais.