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GB e UE admitem que superar diferenças em diálogo pós-Brexit 'será muito difícil'

Aldo GAMBOA
·3 minuto de leitura

As negociações entre a União Europeia e o Reino Unido para chegar a um acordo sobre a relação pós-Brexit estiveram à beira do colapso nesta quinta-feira (17), a tal ponto que os principais líderes alertaram que superar as diferenças "será muito difícil" e que o fracasso do diálogo será "muito provável".

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, mantiveram uma nova conversa telefônica nesta quinta-feira à noite, na qual admitiram as dificuldades.

"Estamos satisfeitos com o progresso substancial feito em muitas questões", mas "grandes diferenças ainda precisam ser superadas, particularmente na matéria de pesca" e "superá-las será muito difícil", afirmou Von der Leyen em nota oficial.

Enquanto isso, em um comunicado, o escritório de Johnson disse que "parece altamente provável que um acordo não seja alcançado a menos que o posicionamento da UE mude substancialmente".

Segundo o governo britânico, a posição da UE sobre a pesca "simplesmente não é razoável" e, para chegar a um acordo, Bruxelas teria de mudar "significativamente" a sua abordagem.

Em matéria de pesca, Londres "não pode aceitar uma situação em que seria o único país soberano do mundo sem controle sobre o acesso às suas próprias águas", ressaltou o governo.

Portanto, acrescentou, as negociações estavam em uma "situação muito grave".

Apesar do pessimismo generalizado, Von der Leyen e Johnson concordaram que as negociações seriam retomadas na sexta-feira.

Antes do contato telefônico, fontes dos dois lados do Canal da Mancha indicaram que dificilmente tentariam repassar as discussões, mas um funcionário europeu confidenciou à AFP que a solução para a questão da pesca "é realmente muito difícil, e disso depende um acordo".

- "Difícil, mas possível" -

Em reunião com legisladores, o principal negociador da UE, o francês Michel Barnier, considerou que era "difícil, mas possível" alcançar um acordo nesta quinta, um dia em que todo o processo está sob pressão do Parlamento Europeu.

Em documento conjunto, os blocos políticos no Parlamento anunciaram que estão dispostos a permanecer prontos para analisar o eventual acordo até 31 de dezembro, mas somente se o entendimento for alcançado até o fim de domingo.

Barnier realizou uma reunião a portas fechadas com a Conferência de Presidentes do Parlamento Europeu, órgão que reúne o titular do legislativo e os chefes das bancadas políticas, a quem apresentou o estado atual das negociações.

Segundo garantiram fontes legislativas à AFP, nesse encontro Barnier admitiu a possibilidade de chegar a um acordo nesta sexta-feira. "É difícil, mas possível", disse Barnier, de acordo com três fontes consultadas.

"Acredito que ainda há possibilidades nos próximos dias, mas claramente ainda não chegamos a esse ponto. Não sejam impacientes, ainda há algum tempo", declarou Barnier aos legisladores.

- Discussão com prazo -

Na reunião, o negociador europeu garantiu aos legisladores que a equipe britânica havia aceitado uma cláusula que permitiria a Bruxelas responder caso as normas ambientais e trabalhistas divergissem a ponto de afetar a concorrência entre as empresas.

A questão dos direitos de pesca, no entanto, seguia sendo motivo de desacordo, embora Bruxelas tenha aceitado explicitamente que o Reino Unido tem direitos soberanos sobre suas águas territoriais.

Logo após essa conversa com os legisladores, Barnier se encontrou novamente com o negociador britânico David Frost.

Em qualquer cenário, todo o processo se dá sob forte pressão do Parlamento Europeu, que deveria ratificar um eventual acordo antes de 31 de dezembro, já que no dia seguinte o Reino Unido estará fora do mercado único europeu e da união aduaneira.

Em nota oficial, os dirigentes dos blocos políticos indicaram que estão dispostos a convocar uma sessão extraordinária do Parlamento para aprovar o eventual acordo, mas apenas "se for alcançado um acordo até a meia-noite de domingo", para dar tempo de analisar seu conteúdo.

Tal cenário sugere a convocação de uma sessão extraordinária do Parlamento Europeu nos dias 28 e 29 de dezembro para ratificar o tratado.

O líder do bloco centrista Renew, Dacien Ciolos, disse que "a incerteza sobre os cidadãos e empresas europeias como resultado de uma decisão britânica é intolerável".

ahg/mb/ic/mvv/bn