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Londres busca posicionar-se entre economias de maior crescimento com adesão ao CPTPP

Anna CUENCA
·3 minuto de leitura
A secretária de Comércio Internacional da Grã-Bretanha, Liz Truss, disse que ingressar na CPTPP ofereceria "oportunidades enormes"

O Reino Unido apresentou nesta segunda-feira (1) o pedido formal de adesão ao acordo comercial transpacífico - integrado por 11 países - buscando posicionar-se "no coração de algumas das economias que mais crescem no mundo", um mês após concluir o Brexit.

"Acabo de notificar formalmente as nações do CPTPP de nossa intenção", tuitou a ministra britânica do Comércio Internacional, Liz Truss, seguindo o anúncio feito no sábado de sua intenção.

Integrar o Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP), do qual Austrália, Canadá e Japão são partes, "posicionará o Reino Unido no centro de algumas das economias de crescimento mais rápido do mundo", ressaltou.

Também vai "criar empregos de alto valor" no país, o mais atingido na Europa pela pandemia de coronavírus e que sofreu a pior recessão como resultado da crise sanitária.

E "nos ajudará a reconstruir um sistema comercial melhor", acrescentou Truss, um mês depois de seu país cortar definitivamente os laços com a União Europeia, ao deixar o mercado único e a união aduaneira no final de seu período de transição pós-Brexit.

O CPTPP é a nova versão do Acordo de Parceria Transpacífica (TPP) do qual Donald Trump retirou os Estados Unidos imediatamente após chegar ao poder em janeiro de 2017.

O novo governo de Joe Biden deve se concentrar mais no Sudeste Asiático, de acordo com analistas, mas não está claro se ele deseja ingressar no CPTPP.

Assinado em março de 2018 em Santiago do Chile, esse tratado abrange um mercado de quase 500 milhões de consumidores e representa 13,5% da economia mundial. Com o objetivo de remover as barreiras comerciais entre seus membros, também busca neutralizar a crescente influência econômica da China.

Londres, ansioso por se tornar um campeão do livre comércio com acordos em todo o mundo, planeja negociar sua adesão ao bloco ao longo de 2021.

"Candidatar-se para ser o primeiro novo país a aderir ao CPTPP demonstra a nossa ambição de fazer negócios nas melhores condições com os nossos amigos e parceiros em todo o mundo", declarou no fim de semana o primeiro-ministro Boris Johnson.

"Estamos formando novas parcerias que trarão enormes benefícios econômicos ao povo do Reino Unido", acrescentou.

O governo britânico assinou seu primeiro grande acordo comercial pós-Brexit com o Japão em outubro. Desde então, fez o mesmo com outros membros do tratado transpacífico, como México, Chile, Canadá e Singapura.

Para o Reino Unido, a adesão a esta zona de livre comércio "significará taxas alfandegárias mais baixas para fabricantes de automóveis e produtores de uísque e melhor acesso para nossos excelentes fornecedores de serviços", enfatizou Truss.

De acordo com seu ministério, o comércio com os 11 países do CPTPP totalizou 111 bilhões de libras (152 bilhões de dólares) no ano passado.

A decisão foi saudada pela Confederação da Indústria Britânica (CBI), principal patronal do país, para quem "tem potencial para criar novas oportunidades para empresas britânicas em diferentes setores".

No entanto, o Partido Trabalhista se mostrou menos entusiasmado.

"Atualmente, Liz Truss não pode nem garantir se teremos direito de vetar a adesão proposta pela China se nos juntarmos ao bloco primeiro", afirmou sua responsável pelo comércio internacional, Emily Thornberry.

A China anunciou em novembro que estudaria a possibilidade de tentar a adesão.

Após cinco anos de debates sobre o Brexit, os britânicos se perguntarão por que o governo "está se precipitando para ingressar em outro (bloco comercial) do outro lado do mundo sem nenhuma consulta pública significativa", criticou Thornberry.

bur-acc/zm/mr