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Londres ainda lidera negociações com ativos de emergentes

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Há cinco anos, quando o Reino Unido decidiu sair da União Europeia, havia o temor de que Londres perderia sua dominância como centro financeiro global. Entre mercados emergentes, parece ter ocorrido exatamente o oposto.

Longe de provocar um êxodo de negócios para centros rivais como Paris e Frankfurt, o processo do Brexit coincidiu com um aumento da compra e venda de moedas e títulos de economias em desenvolvimento por meio da capital do Reino Unido. Desde que os britânicos votaram pela saída da UE em junho de 2016, as negociações com o yuan chinês, com a rupia indiana e com o rublo russo dispararam, segundo dados do Banco da Inglaterra. E a história é semelhante quando se trata de emissões e listagens de dívidas de mercados emergentes.

“Depois do Brexit, houve certa migração para as capitais europeias, mas não tão drástica quanto as pessoas temiam em 2016”, disse Simon Harvey, analista de câmbio sênior em Londres na Monex Europe que, como grupo, movimenta quase US$ 250 bilhões em operações de câmbio anualmente. “A ascensão de Dublin e Frankfurt e a ameaça de que centros rivais como Nova York ou Tóquio tomarão o lugar de Londres como o principal centro de câmbio do mundo não é uma grande preocupação.”

Nos últimos cinco anos, Londres manteve a liderança na negociação de moedas de mercados emergentes mais próximas de seu fuso horário. A participação da cidade nos volumes em yuans - a moeda mais negociada de países em desenvolvimento - superou em mais de quatro vezes a de Nova York, sua maior rival. A cidade também liderou em títulos com listagens de eurobônus, superando US$ 124 bilhões no ano passado, um valor sem precedentes, contra US$ 16 bilhões em 2016, segundo dados compilados pela Bloomberg. Enquanto isso, as listagens em Frankfurt mostraram pouca variação nesse período.

“Há um viés muito forte” a favor de Londres, diz Luis Costa, estrategista para a Europa Central e Oriental, Oriente Médio e África do Citigroup, em Londres. “Apesar do choque das mudanças que os investidores enfrentaram na esteira do Brexit, é extremamente difícil mudar o domínio de Londres como domicílio para empresas buy-side e, consequentemente, para firmas sell-side.”

Mas alguns argumentam que a preferência por Londres entre mercados emergentes pode ser temporária, já que o impacto da pandemia de Covid-19 estimula as emissões de dívida de países em desenvolvimento que procuram aproveitar a demanda de investidores famintos quando os juros estão em mínimas históricas.

“Questões como taxas de juros muito baixas e dólar mais fraco obrigam as pessoas a olharem para os mercados emergentes em busca de maior rendimento”, disse Niki Beattie, fundadora e CEO da Market Structure Partners, uma consultoria independente de Londres. “Alguns também acham que estamos em uma enorme bolha nos mercados ocidentais, e os mercados emergentes oferecem uma alternativa.”

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©2021 Bloomberg L.P.

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