Mercado fechado

Lojistas pedem isenções de shoppings para conter prejuízo com

PAULA SOPRANA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Lojas satélite de shoppings se organizam para pleitear isenções das administradoras diante do impacto que a pandemia do novo coronavírus pode gerar nos negócios.

Atenta à queda de movimento dos últimos dias, a Ablos, associação de lojistas satélite, defende três medidas: isenção do aluguel ou cobrança equivalente ao percentual de vendas, isenção no fundo de promoção (relativo à publicidade) e flexibilização no pagamento da taxa de condomínio, com novos prazos e sem multa.

"Os artigos 478, 479 e 480 do Código Civil falam da teoria da imprevisão. Temos que renegociar contratos. Os shoppings [administradoras] estão capitalizados, então agora ajudem quem capitalizou eles" , diz Tito Bessa Jr., presidente da TNG e da Ablos.

A associação de lojistas satélite representa marcas com espaço inferior ao de grandes redes e reúne cem empresas, como Khelf, M.Officer, Casa do Pão de Queijo, SideWalk.

Segundo Tito Bessa, operadores de lojas de alimentação chegaram a reportar 80% de queda na movimentação no fim de semana.

"O cenário piora a cada dia. No sábado e no domingo, a queda foi de cerca de 50% em algumas lojas que têm contador de fluxo. Se não ajudarem, em 60, 90 dias, a quebradeira vai ser geral", disse.

A Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), entidade que reúne grandes redes, como Renner e C&A, e a Abrasce, associação que representa os shoppings, afirmaram nesta segunda-feira (16) que irão se reunir com o governo para discutir a flexibilização na cobrança de impostos sobre comércio e serviços.

Segundo as associações, o movimento das lojas de shopping já caiu em torno de 30%. Um levantamento mais amplo sobre os impactos será realizado nos próximos dias.

Até esta segunda, os shoppings não adotaram medidas restritivas para alterar o horário de funcionamento ou fechar os estabelecimentos.