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Lojistas já podem registrar recebíveis de cartão

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Medida deverá beneficiar micro e pequenas empresas a partir do acesso a créditos com juros mais baixos
Medida deverá beneficiar micro e pequenas empresas a partir do acesso a créditos com juros mais baixos

O Banco Central (BC) confirmou que, a partir desta segunda-feira (7), já estará em funcionamento o chamado registro centralizado das receitas de lojistas com vendas realizadas por cartão. O anúncio veio depois de dois adiamentos por parte da autarquia, um em novembro de 2020 e o outro em fevereiro deste ano.

Segundo o BC, a medida deverá aumentar a concorrência entre instituições financeiras através da redução do spread bancário e beneficiar micro e pequenas empresas a partir do acesso a créditos com juros mais baixos, já que poderão oferecer parte do que têm a receber aos bancos.

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Os recebíveis valerão para as vendas com cartão de débito ou de crédito. As empresas credenciadoras irão registrar essas transações e permitirão aos comerciantes obter empréstimos após o oferecimento dos recebíveis para cobrir inadimplências ou revender as receitas advindas de vendas com maquininhas.

Hoje, há três empresas autorizadas no Brasil para atuarem como credenciadoras de recebíveis: a CIP, a Cerc e a Tag. No entanto, todas relataram dificuldades para colocar o sistema em funcionamento e pediram o adiamento do início do registro ao Banco Central.

O segundo adiamento, ocorrido em fevereiro, rendeu a uma das companhias uma multa de R$ 30 milhões. A mesma empresa também foi obrigada pelo Banco Central a assinar um termo de compromisso onde prometeu resolver as dificuldades técnicas até o início de junho.

No novo sistema, o comerciante terá a possibilidade de dividir as agendas de recebíveis em lotes de dezenas ou de centenas de transações, além de negociá-las com vários bancos simultaneamente em busca do melhor empréstimo.

O Banco Central avalia que os recebíveis de cartões deverão movimentar R$ 1,8 trilhão por ano, sendo R$ 1 trilhão por parte das transações com cartão de crédito e R$ 800 bilhões das transações realizadas com cartão de débito.

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