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Loja conceito da Amazon em Los Angeles tem ar convencional

Matt Day, Brad Stone e Noah Buhayar

(Bloomberg) -- A indústria de alimentos, que movimenta US$ 800 bilhões, está de olho em um shopping no bairro Woodland Hills, em Los Angeles. Nesse local, encaixada entre um salão de beleza e uma agência bancária, a Amazon.com está montando a primeira unidade de uma nova rede de supermercados que deve ser inaugurada este ano.

A empresa guardou a construção do interior da loja a sete chaves e, até agora, ninguém espiou o mais recente plano da Amazon para transformar a maneira como os alimentos são vendidos. Com base em fotos inéditas da instalação localizada no 6245 Topanga Canyon Blvd., bem como em documentos de planejamento registrados na cidade, a loja parece impressionantemente convencional, com alguns floreios de estilo da Amazon.

Corredores numerados aguardam itens básicos como arroz, feijão, macarrão e vegetais enlatados; refrigeradores altos ficam entre algumas prateleiras. Na parte de trás do espaço de 3 mil metros quadrados, o tamanho de um supermercado médio, um balcão de carnes e frutos do mar fica em um canto. No outro, há uma área chamada “Fresh Kitchen” para sopas e alimentos preparados. A nova rede possibilita à Amazon estocar e vender produtos de alto volume que os puristas da Whole Foods não tocam: coisas como Coca-Cola, geleia Smucker e detergente Tide.

No centro da loja, longos corredores de prateleiras de aparência convencional parecem mostrar as etiquetas digitais que a empresa usa em suas lojas Amazon Books e 4-Star, que permitem ao varejista circular rapidamente o estoque e alterar os preços. Mas a Amazon disse que o novo supermercado não será equipado com o sistema sem caixa de suas lojas de conveniência Go.

Há pelo menos um toque próprio da Amazon e um sinal de que a empresa pode tentar usar a rede para costurar compras físicas e digitais. Perto da entrada, embaixo de uma parede laranja brilhante e do logotipo da Amazon smile, há uma janela para coleta de pedidos e devolução de clientes.

Os planos mostram uma área de preparação atrás da janela com o que parece ser um balcão, potencialmente para retirada de pedidos de clientes e prestadores de serviços de entrega, que enviarão os pedidos para as casas das pessoas. Um monitor de televisão e um quadro branco ficam ao lado do balcão de devoluções, provavelmente para ajudar a orquestrar o caos das entregas dentro e fora da loja.

“Não acho que eles vão reinventar a forma como os alimentos são vendidos”, disse Neil Stern, sócio da McMillanDoolittle, empresa de consultoria de varejo. “Isso pode ser apenas um ‘fake’ gigante, mas os planos parecem surpreendentemente convencionais.”

Analistas dizem que os aplicativos de pedidos e retirada on-line de algumas cadeias de supermercados são complicados ou apresentam problemas, e a Amazon pode se destacar ao simplificar essa experiência. A Amazon divulgou poucas informações sobre a nova rede e não confirmou uma reportagem do Wall Street Journal de que planeja abrir dezenas de lojas. A empresa não quis comentar.

--Com a colaboração de John Gittelsohn.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Matt Day em Seattle, mday63@bloomberg.net;Brad Stone San Francisco, bstone12@bloomberg.net;Noah Buhayar em Seattle, nbuhayar@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis: Robin Ajello, rajello@bloomberg.net, Andrew Pollack

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