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Lockdowns ameaçam recuperação e cronograma de estímulo do BCE

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- O retorno dos lockdowns para frear a nova onda de casos de Covid-19 na Europa poderia atrasar a recuperação econômica e desafiar o cronograma de redução do estímulo de emergência do Banco Central Europeu.

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Na sexta-feira, a Áustria se tornou o primeiro país, além do leste europeu com baixas taxas de vacinação, a reimpor restrições abrangentes, pois medidas para isolar pessoas não vacinadas foram ineficazes para diminuir as infecções por Covid. A Alemanha não descartou medida semelhante, enquanto os Países Baixos já ordenaram que lojas e bares fechem mais cedo.

O ponto positivo é mais a oeste, onde França, Espanha e Portugal foram mais receptivos à vacinação, o que resultou em um número de casos administrável.

Embora a Europa possa aproveitar a experiência durante as fases iniciais da pandemia para ajudar a mitigar os problemas econômicos, algum tipo de impacto é inevitável. Um golpe significativo para a economia da zona do euro ofereceria a autoridades de política monetária do BCE munição para rejeitar qualquer tentativa de desacelerar a política monetária ultrafrouxa.

Cautela

Dados mostram que as economias foram menos afetadas por lockdowns posteriores do que pelas paralisações iniciais no início do ano passado. Mas, assim como restrições ao comércio e ordens de trabalho remoto, o medo persistente de ficar doente pode limitar a mobilidade da população.

“Todo mundo está cauteloso, até mesmo os vacinados”, disse o economista-chefe do Commerzbank, Joerg Kraemer, segundo o qual a economia da Alemanha - a maior da Europa - pode estagnar ou mesmo encolher durante o inverno no hemisfério norte. “Não espero que seja tão ruim quanto durante o último lockdown, mas minha expectativa é que deixe uma marca.”

A extensão do impacto dependerá do alcance das medidas.

“Tudo depende de quão rígidas serão as restrições e se isso vai se espalhar para outros países”, disse Felix Huefner, economista do UBS, em Frankfurt. “A referência é o que aconteceu no inverno passado, o lockdown total. O crescimento não se desacelerou de maneira tão forte quanto em 2020.”

Com gargalos na cadeia de abastecimento freando o setor de manufatura, o Ministério das Finanças da Alemanha já alertou que “apenas um ligeiro aumento” do PIB deve ser esperado no último trimestre de 2021.

Se a Alemanha seguir o exemplo da Áustria, “lockdowns de 20 dias impostos apenas nesses dois países poderiam cortar nossa previsão-base para o crescimento da área do euro de 1,1% para 0,9%” nos últimos três meses do ano, de acordo com Jamie Rush e Prima Maeva, da Bloomberg Economics. “Se restrições semelhantes forem adotadas por outras economias importantes da área do euro, o crescimento na região pode se desacelerar para 0,4%.”

‘A crise não acabou’

Medidas mais rigorosas contra a Covid serão um tópico inevitável de discussão quando o BCE se reunir em meados de dezembro para determinar o futuro dos programas de flexibilização quantitativa.

As autoridades devem decidir se o plano de compras de títulos da pandemia, o PEPP na sigla em inglês, será concluído conforme programado no final de março e, em caso afirmativo, se ajustam o programa convencional APP, atualmente de cerca de 20 bilhões de euros (US$ 23 bilhões) por mês.

Marchel Alexandrovich, economista da Jefferies em Londres, diz que não haverá necessariamente um “pacote de estímulo muito maior” na esteira dos novos lockdowns. Mas autoridades que defendem uma política monetária mais frouxa podem achar mais fácil transmitir que “a crise não acabou” e, assim, reduzir “as diferenças e divisões” no conselho do BCE.

“Vão tentar manter o status quo o máximo possível”, disse. “O PEPP está chegando ao fim, mas irão ‘vestir’ o QE (flexibilização quantitativa) como outra coisa. Quer seja um aumento do APP ou caso decidam por um novo programa.”

A Bloomberg Economics concorda que o agravamento da crise de coronavírus fortalecerá os argumentos de autoridades que buscam minimizar o atual quadro de inflação, que atingiu o nível mais alto desde 2008 na região do euro em outubro.

A desaceleração econômica resultante “oferecerá ao BCE mais uma justificativa para manter o estímulo enquanto analisa o avanço temporário da inflação”, disseram Rush e Cousin.

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