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Locatários podem perder 22% da renda por elevar preço dos imóveis

·4 min de leitura
Startup revela que a decisão de pedir um aluguel acima do valor de mercado para o imóvel pode levar o proprietário a ter uma perda de até 22% na renda anual esperada com a locação.
Startup revela que a decisão de pedir um aluguel acima do valor de mercado para o imóvel pode levar o proprietário a ter uma perda de até 22% na renda anual esperada com a locação.
  • Estudo do QuintoAndar revela os efeitos decorrentes de pedidos de locação acima do valor de mercado;

  • As visualizações de um anúncio são 45% maiores que a média na primeira semana;

  • Boa precificação beneficia proprietários ao assegurar maior liquidez aos imóveis;

Um estudo recém-concluído pelo QuintoAndar, startup com a maior plataforma digital de aluguéis do país, revela que a decisão de pedir um aluguel acima do valor de mercado para o imóvel pode levar o proprietário a ter uma perda de até 22% na renda anual esperada com a locação. A pesquisa destaca que não é uma boa estratégia, sem contraindicações para o proprietário a princípio, colocar um preço mais alto ao alugar um imóvel para testar a aceitação de potenciais inquilinos a valores adicionais que poderia fazer a diferença nos contratos padrões de 30 meses ou mais.

Imagine, por exemplo, que um aluguel de R$ 2 mil ao mês geraria uma renda anual de R$ 24 mil para um proprietário; o valor cairia para R$ 18.720 mil com a perda advinda da precificação imprecisa. Hipoteticamente, portanto, a diferença chegaria a R$ 5.280 mil. Segundo o QuintoAndar, as razões para tamanha diferença é o valor mais alto do aluguel que, acima do condizente para um imóvel com as mesmas características, na mesma localização, o torna menos atrativo nos primeiros dias de anúncio na plataforma. É o período considerado primordial para a concretização da transação. E os dias, as semanas e até os meses a mais de vacância do imóvel se traduzem em renda a menos para o proprietário.

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A economista especialista em dados e autora do estudo do QuintoAndar, Monise Estorani de Faria, aponta que as restrições de preço dos locatários costumam ser bem definidas. “Ao precificar o imóvel acima do mercado, o proprietário pode excluir parcelas significativas de potenciais inquilinos, com impacto adverso na liquidez do imóvel. As buscas efetivas por imóveis são inversamente proporcionais aos valores: ou seja, a cada aumento de preço, as buscas por imóveis são menores, pois atingem faixas de buscadores mais específicas", completa Monise.

Líder do mercado de locação no país, a startup possui mais de R$ 50 bilhões em ativos sob gestão no mercado de aluguel, em mais de 100.000 contratos ativos. São mais de 10.000 novos contratos fechados mensalmente. As visualizações de um anúncio são 45% maiores que a média na primeira semana em relação às seguintes, de acordo com os dados da plataforma. O número é 41% maior que a média nos primeiros sete dias e se torna menor que a média depois da terceira semana no caso das visitas agendadas. São métricas que guardam correlação com o índice de sucesso de fechamento de contratos. Ou seja, testar o mercado com valores mais elevados reduz a probabilidade de o proprietário conseguir alugar um imóvel, com perdas que podem não ser recuperadas com o inquilino seguinte a preços de mercado.

Além disso, o apontamento quantifica o tamanho médio do desconto necessário para que um imóvel que foi colocado na plataforma digital seja alugado. O que é intuitivo se confirma nesse caso: o proprietário tende a conceder uma redução de preços maior na medida em que aumenta o número de semanas com o imóvel vazio. Algo que, vale reforçar, é diretamente explicado por pedidos de aluguel mais elevados. O desconto médio em imóveis alugados em quatro semanas é 60% maior que aquele concedido para imóveis similares alugados nas primeiras duas semanas; e mais que o dobro do desconto das unidades com contrato fechado em menos de sete dias.“Estar atento às movimentações do mercado é fundamental para garantir o sucesso de uma transação de aluguel”, afirma José Osse, head de comunicação do QuintoAndar.

Em tom esperançoso, a pesquisa destaca que um imóvel que teve uma precificação acima do que seria esperado e que, portanto, está "encalhado" na plataforma consegue recuperar parte da liquidez a partir do momento em que o aluguel é readequado para valores realistas de mercado, em contraste com aqueles em que não há qualquer alteração."A boa precificação, portanto, beneficia proprietários ao assegurar maior liquidez aos imóveis, e os potenciais inquilinos, que têm à sua disposição anúncios de mais moradias dentro de suas expectativas", certifica a autora do estudo.