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Locadoras de carros acreditam que terão novo público após pandemia

Colaboradores Yahoo Finanças
·4 minuto de leitura
Na Localiza,o aluguel de automóveis atingiu cerca de 53% da taxa de utilização (Foto: Divulgação)
Na Localiza,o aluguel de automóveis atingiu cerca de 53% da taxa de utilização (Foto: Divulgação)

Por Larissa Coldibeli

O mercado de aluguel de veículos estava em alta há alguns anos, sendo que em 2019 atingiu o recorde 49,6 milhões de locações diárias, segundo a Abla (Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis). A pandemia, porém, afetou o setor, que fatura com viagens de lazer e de negócios, motoristas de aplicativos e terceirização de frotas para empresas e órgãos públicos.

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“No pico do isolamento, ficamos com cerca de 90% da frota parada no segmento de turismo. No serviço de locação para motoristas de aplicativos, a paralisação foi de 80%. A terceirização de frota foi o negócio menos afetado por trabalhar com contratos de longo prazo, com 15% a 20% de redução e alguma inadimplência”, explica Paulo Miguel Jr., presidente da associação.

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Para enfrentar a crise, as três maiores locadoras de veículos do Brasil - Localiza, Movida e Unidas, - deram descontos e fizeram adaptações, como mudanças nos procedimentos para diminuir o contato entre as pessoas e reforço na higiene. A atividade foi considerada essencial pelo governo federal, por isso, as lojas continuaram funcionando, ainda que em horários reduzidos.

Novos produtos em meio à crise

A Movida ampliou a utilização do web check-in, que antecipa procedimentos pelo celular ou computador e evita que o cliente vá até o balcão, reduzindo o contato com pessoas e o tempo para a retirada do veículo, que diminui de 15 para 5 minutos. Também lançou outros produtos, como carro 0 km para aluguel de longo prazo para pessoa física e atendimento online e delivery na venda de seminovos.

Movida aproveitou para implementar check-in de forma automatizada (Foto: Divulgação)
Movida aproveitou para implementar check-in de forma automatizada (Foto: Divulgação)

Jamyl Jarrus, diretor-executivo comercial e de marketing da Movida, diz que o negócio foi menos impactado do que o esperado. “Tivemos queda de 13,1% no volume de diárias no momento mais agudo da crise, em abril”, diz. Ainda assim, a empresa preferiu fechar 12 lojas de aluguel de carro para adequar a operação ao momento do mercado.

Na Localiza,o aluguel de automóveis atingiu cerca de 53% da taxa de utilização. Já o segmento de gestão de frota se mostrou resiliente e até superou ligeiramente as taxas de utilização dos primeiros meses do ano, alcançando 97% em abril, segundo Elvio Lupo, diretor-executivo de Aluguel de Carros da Localiza.

“Com a terceirização de frotas, as empresas podem utilizar um capital antes imobilizado em novos investimentos ou na contenção de gastos, ainda mais no contexto da pandemia”, avalia Lupo.

No pico do isolamento social, a Unidas ficou com 45% da sua frota parada, de acordo com Carlos Sarquis, head do segmento de aluguel de carros da Unidas. Ele acredita que as dificuldades são pontuais e o mercado deve se recuperar em breve.

“Durante a pandemia surgiram novos hábitos de consumo, por exemplo, uma maior preocupação das pessoas em evitar o transporte público por causa do risco de contaminação. Com isso, passamos a ter um aumento significativo na procura pelo aluguel mensal, tanto por pessoas físicas quanto por empresas que buscaram garantir a saúde dos funcionários”, afirma Sarquis, da Unidas.

Primeiros sinais de retomada

Os executivos das três locadoras dizem que o mercado já dá sinais de retomada, ainda que tímida. Os primeiros movimentos começaram entre fim de maio e começo de junho, quando a quarentena foi flexibilizada em algumas cidades. A expectativa é boa para o mercado em geral.

Uma pesquisa da Movida realizada em 20 de maio com 955 entrevistados, mostra que 47% consideram alugar um carro para evitar a exposição em outras opções de transporte. Destes, mais da metade (54%) nunca alugaram um veículo.

Consolidação de tendências

Os diretores das locadoras também concordam que a pandemia consolidou algumas tendências, como o aluguel de longo prazo para pessoa física e para motoristas de aplicativos, além do autoatendimento com ajuda da tecnologia. “São áreas em que já havia crescimento e que devem continuar a subir nos próximos meses”, indica Sarquis, da Unidas.

Para Lupo, da Localiza, essas tendências apontam uma mudança de comportamento. “ A sociedade passou a priorizar a utilização em detrimento da posse, como podemos perceber ao longo dos últimos anos.”

O desemprego, por incrível que pareça, também pode impulsionar o aluguel de carros, acredita Jarrus, da Movida. “Vai aumentar o contingente de pessoas precisando de renda e dispostas a trabalhar nos aplicativos de transporte”, prevê.

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