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Lixo espacial cruza céu do Pará com brilho intenso; veja vídeos

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

No início da noite de terça-feira (16), o céu do Pará foi cruzado pela reentrada de um lixo espacial, causando estranhamento por quem avistou o objeto como se fosse um meteoro. Estima-se que atualmente existam cerca de 330 milhões de objetos com tamanho superior a 1 mm na órbita da Terra. Eventualmente, alguns deles acabam cedendo para a gravidade do planeta e queimando durante sua entrada na atmosfera — como o que foi registrado no Pará.

Conforme análise da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON), o objeto foi identificado como NORAD 22032, sendo, na verdade, pedaços de um foguete. Alguns relatos nas redes sociais também indicam que parte desse lixo foi avistado em Fortaleza (Ceará), mas se concentrando no Pará. Eventos como esse são frequentemente confundidos como bólidos — "estrelas cadentes" que, por serem grandes, demoram mais tempo queimando na atmosfera e, em geral, explodem ao final. Os pedaços do foguete em questão não eram vistos desde o último dia 11 e sua reentrada estava prevista para o dia 14.

Lançamentos de foguetes não reutilizáveis, seja para o envio de satélites ou de naves espaciais, envolvem estágios que serão descartados ao final. O que sobra, permanece como lixo espacial na órbita terrestre, mas se esses pedaços se aproximam demais da atmosfera, acabam sendo atraídos, com risco de que partes caiam no solo — como o que foi encontrado em Fortaleza.

Trajetória dos detristos prevista pela MRAMON (Imagem: Reprodução/BRAMON)
Trajetória dos detristos prevista pela MRAMON (Imagem: Reprodução/BRAMON)

Eventos assim não costumam representar ameaças, uma vez que os fragmentos normalmente não têm tamanho suficiente para chegar à superfície — o mais comum de acontecer é eles se queimarem por completo. Apesar disso, o lixo espacial é apontado por muitos especialistas como um problema de poluição e, eventualmente, objetos de tamanho maior podem apresentar significativa ameaça. Segundo o levantamento feito pela BRAMON, os fragmentos avistados percorreram um trecho de, aproximadamente, 845 km em apenas 118 segundos — uma velocidade média de 7,16 km/s.

Fonte: Canaltech

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