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Livro ensina que agir é o melhor antídoto contra a mudança climática

·4 minuto de leitura

Agir é o melhor antídoto para lidarmos com o medo das mudanças climáticas. Adotar pessoalmente medidas práticas, nos ajuda a aliviar a ansiedade e nos leva a acreditar que a crise ambiental realmente pode ser resolvida. O desafio, porém, é que poucos de nós sabemos por onde começar. A sociedade precisa se transformar em escala e velocidade sem precedentes se quiser cumprir as metas do acordo climático de Paris, mas os países ainda não planejam se movimentar rápido o suficiente. Enquanto isso, assistimos em tempo real aos impactos climáticos, que vão desde ondas de calor e incêndios florestais a inundações e secas. Mas é possível evitar os piores cenários – e, mesmo que sistemas inteiros precisem ser alterados, os indivíduos podem ajudar a fazer isso acontecer.

(Crédito: Penguin Books)

Em seu novo livro, Regeneration: Ending the Climate Crisis in One Generation, (Regeneração: acabando com a crise climática em uma geração, em tradução livre) e em um site intitulado Regeneration, o ambientalista Paul Hawken apresenta soluções. O livro é uma sequência de Drawdown: 100 iniciativas poderosas para resolver a crise climática, em que o autor já havia analisado como as tecnologias e abordagens existentes podem ser aplicadas para atingir o “drawdown”, o ponto em que a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera pára de aumentar e começa a diminuir. Em sua nova obra, Hawken organiza o texto por soluções-chave, que abarcam desde os melhores métodos de agricultura até novas modalidades de mobilidade urbana. Mas o site vai um passo além, e explica exatamente o que qualquer um de nós pode fazer para apoiar as mudanças necessárias. “É uma questão de possibilidade, do que pode ser feito, porque as pessoas já estão se afogando demais em informações sobre as probabilidades — sobre o que tende a dar errado, quando e com que rapidez”, ele diz.

O livro fala, por exemplo, sobre a necessidade de eletrificar tudo — de carros e fogões aos sistemas de aquecimento de edifícios. Então, se você for para a seção correspondente a esse assunto no site, você poderá ver quais tarefas você mesmo pode assumir. Elas incluem desde decisões pessoais, como substituir aparelhos a combustível fóssil por versões elétricas e dirigir um carro elétrico (ou usar o transporte público), até atitudes de cunho social e político, como pressionar as autoridades de sua cidade para que os códigos locais de construção sejam atualizados, apoiar uma lista de ONGs relacionadas ao tema ou entrar em contato com CEOs de empresas altamente poluidoras, como a ExxonMobil.

As florestas boreais, um ecossistema que se estende por todo o Canadá, são outro exemplo. “Elas são o maior estoque de carbono da Terra, fora os oceanos, mas estamos fabricando papel higiênico com elas”, diz Hawken. ” Bom, se é assim, então por que não pressionar a Procter & Gamble [fabricante de papel higiênico]? Aqui [no nosso site] estão o nome do CEO dessa empresa e o número de telefone dele.” O site inclui listas detalhadas de atitudes que podemos tomar a respeito de dezenas de problemas. “É a lista e a rede mais completa de soluções climáticas do mundo, e ainda nos orienta sobre como abraçá-las”, ele diz. Também inclui um guia que ensina o visitante a fazer uma “lista de pendências”, ou seja, uma lista de ações a serem executadas – individualmente, em um grupo ou em uma organização – e que deverão ser riscadas, uma a uma, em determinado prazo, como ao longo do ano seguinte.

Claramente, esse status quo não pode permanecer intocado. “Estamos roubando o futuro”, diz. “Estamos nos apoderando dele inteiro e vendendo agora, na forma de PIB.” O mundo precisa mudar de um modelo extrativo de fazer negócios para um modelo regenerativo; o que significa que a vida — das pessoas às florestas e aos oceanos — poderá se sustentar. “Já podemos antever o final do caminho degenerativo que estamos percorrendo socialmente, economicamente, politicamente, ecologicamente, climaticamente – em termos de perda de biodiversidade, de acidificação dos oceanos, de instabilidade climática”, destaca. “Propor a regeneração é questionar: ‘Será que realmente queremos continuar seguindo por esse caminho? ’Provavelmente não. Sendo assim, o que significa, na prática, fazer uma virada de 180 graus e colocar a vida no centro de cada ato e decisão?”.

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