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Livro confirma que Palpatine era um clone em Star Wars: A Ascensão Skywalker

Felipe Demartini

TOME CUIDADO! Este texto contém spoilers sobre Star Wars Episódio IX: A Ascensão Skywalker!

O que você faria se tivesse a chance de, mesmo que em outra mídia, consertar ou adicionar informações que ficaram faltando em um filme? É exatamente isso que a Disney e a Lucasfilm têm feito com Star Wars, e não poderia ser diferente com o Episódio IX: A Ascensão Skywalker. Em uma novelização do longa, escrita por Rae Carson, baseada no roteiro original e que chega neste mês às lojas dos Estados Unidos, está a confirmação de que o Palpatine que vimos no cinema, na realidade, é um clone.

A citação aparece logo no início da história e confirma uma informação especulada desde antes da chegada da produção, mas jamais confirmada em seu próprio roteiro. Logo nos momentos iniciais, quando Kylo Ren chega a Exegol, ele reconhece as máquinas a que Palpatine, ou Darth Sidious, se você preferir, está conectado — as mesmas que ele havia estudado, ainda quando criança, enquanto aprendia sobre as Guerras Clônicas.

De acordo com a publicação, o corpo avariado e fraco continha o espírito real do vilão, que foi transferido de seu organismo original após os eventos de O Retorno de Jedi. O contato tão próximo com o Lado Sombrio da Força, como todo fã sabe, é capaz de desfigurar e enfraquecer um indivíduo, como aconteceu com o próprio Palpatine, e quando se fala em um organismo clonado, esse desastre é ainda maior — por outro lado, esse mesmo poder também fez com que ele sobrevivesse por décadas escondido e usando métodos de regeneração, que possuem eficácia limitada.


Esse aspecto explica a motivação do vilão, interpretado por Ian McDiarmid, em relação a Rey (Daisy Ridley), uma relação que também nos leva a um dos tantos pontos criticados e plenamente estranhos de A Ascensão Skywalker. As primeiras informações da novelização, publicadas e criticadas pelos fãs por meio das redes sociais, não entraram nesse aspecto, mas sempre existe a possibilidade de o livro abordar tais questões.

Isso se deve ao fato de, comumente, pontos de dúvida e até mesmo remendos na história de Star Wars serem constantemente feitos por meio de material suplementar. A ideia é simples: enquanto o público em geral pode seguir em frente, gostando ou não do filme, os fanáticos mais ferrenhos seguem junto à saga, analisando-a e relembrando seus pontos de dúvida, e também consomem produtos desse tipo, que acabam trazendo muitas respostas e expansões do universo.

Novelização de A Ascensão Skywalker traz versão expandida do roteiro, adicionando informações e resolvendo pontas soltas (Imagem: Divulgação/Del Rey)

Outras respostas também são dadas no livro, como as últimas palavras sussurradas por Kylo a Rey — “Eu sempre estarei com você”, diz ele, a que ela responde que “ninguém nunca se vai de verdade” —, enquanto outras questões claras deixadas no filme soam como duvidosas. É o caso, por exemplo, da morte do General Hux (Domhnall Gleeson), dada como certa e, agora, deixando abertura para que o personagem volte a dar as caras no Universo Expandido.

O retorno de Palpatine como um clone, por exemplo, era parte do antigo Universo Expandido de Star Wars, hoje chamado de Saga Legends e desconsiderado pela Disney no momento em que a franquia foi comprada. Entretanto, diversos de seus elementos acabaram surgindo na saga principal, como é o caso da trama atual ou de personagens como o Grande Almirante Thrawn, surgido nos livros e oficializado na série de animação Rebels, ou naves destruidoras de planetas como a Starkiller, de O Despertar da Força.

A novelização de Star Wars Episódio IX: A Ascensão Skywalker chega às lojas dos Estados Unidos no dia 17 de março, mas suas informações já estão sendo publicadas na internet após venda antecipada em um evento de cultura pop chamado C2E2, que aconteceu em Chicago.


Fonte: Canaltech

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