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Live de Bolsonaro com 'discurso desumanizador' levou a demissão de funcionário do Facebook nos EUA, diz revista

Redação Notícias
·2 minutos de leitura
El presidente brasileño Jair Bolsonaro sonríe el martes 25 de agosto de 2020 durante una ceremonia para lanzar un programa de vivienda en el palacio presidencial de Planalto, en Brasilia, Brasil. (AP Foto/Eraldo Peres)
Presidente disse que o índio "é cada vez mais é um ser humano igual a nós" (Foto: AP Foto/Eraldo Peres)

Uma live do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levou a demissão de um funcionário da sede Facebook, nos Estados Unidos. Segundo reportagem desta semana da revista americana New Yorker, após falas de Bolsonaro sobre povos indígenas, o especialista em cibersegurança David Thiel travou uma batalha interna na empresa para provar que a declaração continha um “discurso desumanizador”.

Na transmissão ao vivo, em janeiro deste ano, o presidente disse que o índio "é cada vez mais é um ser humano igual a nós". Por esse motivo, o funcionário do Facebook entendeu que o conteúdo deveria ser retirado do ar.

Segundo a revista, David mandou uma mensagem interna denunciando o conteúdo. Porém, após o material ter passado por especialistas que avaliaram o teor da denúncia, a empresa entendeu que as regras do Facebook não foram violadas. Portanto, o conteúdo não foi removido.

David ainda convocou cerca de cinco membros da equipe de políticas de conteúdo para uma chamada de vídeo e fez uma apresentação para explicar que as falas de Bolsonaro desumanizavam indígenas.

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"Sabemos pela história que desumanizar pessoas é o primeiro passo para incitação à violência. Eu levo isso muito a sério e trabalhamos duro para tirar isso da nossa plataforma”, dizia trecho da apresentação.

Mais uma vez, porém, o conteúdo não foi retirado. Em março deste ano, David decidiu pedir demissão. Ele postou um texto dizendo que o Facebook está se alinhando cada vez mais com com políticos e ricos poderosos para abrir exceções.

De acordo com a revista, o Facebook até tentou recontratá-lo dizendo que o vídeo seria excluído. Porém, David não aceitou.

Em nota, o Facebook afirmou que proíbe o discurso de ódio dentro da plataforma e que os processos internos da empresa são auditados com frequência para garantir precisão e imparcialidade.

"Aplicamos nossas regras de conteúdo globalmente, independentemente da posição ou afiliação política de quem publicou. Sabemos que temos mais a fazer, mas estamos progredindo na forma como aplicamos nossas regras".