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Lira defende revisão da taxa de juros no Brasil um dia após Copom elevar Selic

DANIELLE BRANT
·3 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um dia depois de o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) aumentar a taxa básica de juros, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendeu uma revisão da Selic para que o Brasil tenha uma rota de crescimento mais previsível. O Copom decidiu elevar a taxa básica em 0,75 ponto percentual, para 2,75%, em resposta a pressões inflacionárias. Lira participou na manhã desta quinta-feira (18) de videoconferência com o ministro Gilmar Mendes (Supremo Tribunal Federal). A transmissão foi promovida pelo Conjur, site especializado na cobertura das áreas de direito e Justiça. O presidente da Câmara defendeu projetos já aprovados que buscam destravar investimentos no país. Entre eles estão o marco legal do gás, enviado à sanção na madrugada de quarta-feira, e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, que destrava a nova rodada de auxílio emergencial. O governo, contudo, ainda não enviou ao Congresso a MP (medida provisória) que detalha critérios para concessão do benefício. Segundo Lira, essas são propostas que dão uma sinalização forte para os investidores sobre a firme intenção do governo em apoiar a economia. "Nós precisamos de investimentos para não entrar naquela volatilidade, e também para que o país não tenha a maior dívida mundial mesmo com a sua menor taxa de juros", afirmou. "É incompreensível." Lira não detalhou qual indicador de dívida tomou como referência. Segundo o monitor fiscal do FMI (Fundo Monetário Internacional), em uma lista referente a 2021, o Brasil tinha uma dívida bruta equivalente a 102,76% do PIB (Produto Interno Bruto). Grécia tinha um percentual de 200,53% e o Japão, 263,97%. Lira fez uma analogia entre tomar um empréstimo e emitir dívida pública no momento de fragilidade financeira -caso atual do Brasil, que têm alto déficit público e precisa fazer ajustes fiscais. "Se você é um banco e um cliente quer pegar um dinheiro, e se aquele cliente não está com as contas em ordem, você não vai emprestar dinheiro a juro baixo para ele", afirmou. "Então, o Brasil precisa, paulatinamente, rever a questão dos juros." Em outro momento da conversa, voltou a afirmar não ter dúvidas de que o Brasil é o país mais endividado do mundo, e que a taxa de juros, por isso, precisa mesmo ser revista. "Com mais intensidade ou menos intensidade, o Banco Central vai avaliar para que a gente possa ter um equilíbrio na correlação do dólar que entra e do dólar que sai do Brasil, o que possibilita crescimento mais previsível", disse. A intensidade do aumento de juros pegou muitos analistas de surpresa. A maior parte dos economistas consultados pela Bloomberg esperava elevação de 0,5 ponto –alguns apostavam em uma alta mais gradual, de 0,25. O comitê justificou que os indicadores recentes de atividade econômica mostram recuperação da economia e que as expectativas de inflação foram revisadas para cima. Segundo o texto, uma alta mais acentuada da taxa de juros reduz a probabilidade de que a meta não seja cumprida este ano. Foi a primeira alta desde julho de 2015, quando a autoridade monetária decidiu subir os juros em 0,5 ponto, a 14,25% ao ano. O presidente da Câmara disse, ainda, que na próxima semana deve ser discutida a admissibilidade da reforma administrativa, que promove mudanças na estrutura do serviço público, e que o relatório da reforma tributária deve ser lido nos próximos dias. Sobre a medida provisória que abre caminho para a capitalização da Eletrobras, indicou que o texto pode caminhar um pouco mais para a frente, "ser mais arriscada ou ser conservadora". "Mas é a privatização de um sistema importante que tem que ser discutida com muita tranquilidade, mas com firmeza na Casa."