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Linux já pode rodar em PCs com processador Apple M1, mas com um porém

·3 minuto de leitura

Distribuições Linux já podem ser rodadas direto em computadores com processador Apple M1, anunciaram os desenvolvedores do time Asahi Linux nessa quarta-feira (6). Há meses em desenvolvimento, a implementação do Sistema do Pinguim no chip proprietário da Maçã já está bem avançada e consegue cumprir “tarefas básicas”, embora tenha pendências importantes para resolver antes de ser liberada para o público geral.

O projeto já conseguiu viabilizar a comunicação de distribuições Linux com os componentes da máquina — PCIe, USB-C, gerenciador de energia e controle de display, por exemplo —, e consegue entregar uma experiência “semelhante a um desktop Linux básico”, relata o anúncio do Asahi Linux. Contudo, o que está faltando é o suporte a aceleração por hardware da GPU.

O suporte da equipe Asahi Linux daria espaço para rodar(Imagem: Mia Baker/Unsplash)
O suporte da equipe Asahi Linux daria espaço para rodar(Imagem: Mia Baker/Unsplash)

Segundo o líder da equipe de desenvolvimento Hector Martin, a ausência do recurso não é um impeditivo tão grande para a implementação atual. “Embora não tenha suporte para aceleração por GPU ainda, as CPUs M1 são tão poderosas que o desktop renderizado por software é mais rápido nelas”, comentou. Porém, o maior impacto estaria em aplicações que dependem da aceleração de hardware para funcionar, já que não poderiam contar com a funcionalidade.

O que dificulta o uso da GPU?

Em quesito de hardware e software, a Apple não colabora nem um pouco com iniciativas de código aberto, portanto o trabalho do time Asahi Linux já começa desafiador: eles precisam entender como o sistema se comunica com o hardware e, a partir daí, implementar uma solução própria baseada no Linux.

Compreender melhor o Apple M1 já foi uma missão, e a GPU é outra grande questão a parte: assim como a CPU, a placa gráfica também é construída com tecnologias proprietárias muito bem guardadas. Para funcionar da forma que deveria, os devs precisam primeiro compreender a ação do componente, depois projetar um novo driver para ele totalmente do zero — já que a Maçã não está interessada em abrir espaço para o Sistema Livre em seus próprios dispositivos.

Dá para matar a curiosidade

Pelo menos, o estado atual do projeto já permite que os curiosos experimentem como é rodar Linux direto no hardware da Apple. “Esperamos que isso permita s quem deseja estar na vanguarda ter um gostinho de como é rodar o Linux nessas máquinas — e, para alguns, que a condição atual seja suficiente para produtividade”, pontuou Martin.

Atualmente, somente membros da comunidade do Asahi Linux têm acesso à implementação do sistema no Apple M1. A distro não tem nem instalador preparado ainda, então até o processo de instalação é trabalhoso. “Assim que tivermos uma fundação estável no Kernel, começaremos a publicar um instalador ‘oficial’ para aumentar o alcance do sistema”, disse o líder da equipe.

Nem o hardware proprietário da Apple é capaz de evitar a presença do Linux (Imagem: Reprodução/Linux Foudation)
Nem o hardware proprietário da Apple é capaz de evitar a presença do Linux (Imagem: Reprodução/Linux Foudation)

A evolução se dá principalmente pela introdução do suporte ao CPU da Maçã no Kernel Linux 5.13, também fruto da colaboração do time Asahi Linux. Em abril deste ano, o grupo solicitou a inclusão do suporte ao Apple M1 no componente do sistema operacional.

A finalidade do projeto é, de fato, abrir espaço para a comunidade Linux explorar as possibilidades com o Apple M1, um processador ARM de altíssima performance projetado pela Apple, mas é na pesquisa que o Asahi Linux se destaca. A partir dessas descobertas, a comunidade pode entender melhor o que faz o componente ser tão especial, além de criar uma base para criar mais implementações em futuros componentes proprietários da empresa de Cupertino.

Fonte: Canaltech

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