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Liga de clubes sucumbe à crise de vaidade de cartolas e estaciona

·2 min de leitura

Não andou e não deve andar mais esse ano a negociação para a criação da liga de clubes brasileiros em 2022. A vaidade de alguns cartolas foi apontada como o principal motivo para que as conversas iniciadas em junho estacionassem de forma definitiva. Sobretudo após desdobramentos de posições pouco democráticas de dirigentes, que repercutiram até na viabilidade financeira do projeto.

A indicação de quem tocaria a gestão do negócio também gerou ciúmes e troca de acusações em que o presidente do Athletico-PR, Mário Celso Petraglia, aparece como figura principal. O dirigente já havia demonstrado disposição a ser o grande mentor da liga com um comportamento que não agradou aos seus pares entre os clubes da Série A.

A discussão com o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, em reunião virtual no fim de julho, foi o primeiro episódio de racha. Petraglia disse que teria agredido Bellintani se o encontro fosse presencial. De lá para cá, alguns dirigentes tentaram acalmar os ânimos, houve certo recuo, mas o estrago estava feito.

A disputa por protagonismo acabou levando Petraglia a ir contra o Flamengo, e o presidente Rodolfo Landim, que chegou a ser nomeado como interventor da CBF pela Justiça, também pulou do barco. A rivalidade do clube carioca com Palmeiras e Atlético-MG terminou por esfriar ainda mais o diálogo.

O primeiro encontro em junho entre dirigentes dos clubes brasileiros e representantes da CBF terminou com otimismo para a criação imediata de uma liga para organizar o Campeonato Brasileiro a partir de 2022. Os membros das equipes presentes no encontro apresentaram o documento com a assinatura de 19 dos 20 clubes da Série A para tomar as rédeas do torneio.

Como o produto pertence à CBF, foi debatido inclusive a possibilidade de trocar o nome da competição, cujos direitos estão ligados à entidade máxima do futebol brasileiro. A criação da liga é um movimento que amadureceu semanas antes, e englobaria não apenas os 20 clubes da Série A, mas também os 20 da Série B, que foram convidados. O modelo seria semelhante ao que é feito na Espanha, com as duas principais divisões organizads pela "La Liga" e as demais pela federação nacional.

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