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Lideranças fazem novo chamado por protestos na Colômbia após reunião com Duque

·2 minuto de leitura
Manifestantes voltam a protestar contra o governo em Bogotá

O principal coletivo de manifestantes da Colômbia convocou uma nova paralisação para esta quarta-feira, após uma reunião fracassada com o presidente do país, Iván Duque, para solucionar a crise gerada pela repressão aos protestos dos últimos dias contra o governo. "Convocamos a população colombiana para que, no próximo dia 12, façamos uma nova jornada de paralisação nacional", declarou a líder estudantil Jennifer Pedraza.

Durante quase quatro horas, a organização, que reúne sindicatos, movimentos sociais e universitários, conversou com Duque na sede do governo, sem que fosse definida uma saída para a crise deixada por 12 dias de protestos, em que foram registrados oficialmente 27 mortos e centenas de feridos. As ONGs Temblores e Indepaz dão conta de 47 mortos, "39 deles devido à violência policial".

"Pedimos que fosse respeitado o direito constitucional ao protesto pacífico e que fossem dadas garantias para a mobilização, uma coisa simples do Estado social de Direito. Em vez disso, o discurso de Iván Duque foi complacente com o uso excessivo da força pública", criticou Jennifer.

Os porta-vozes do movimento insistiram em que o governo não atendeu ao pedido para conter a violência policial, o que impediu avanços na discussão de outras reivindicações. "Não foi mostrada empatia com as vítimas da violência, que foi exercida de forma desproporcional contra manifestantes pacíficos. Exigimos que o massacre seja interrompido, assim como a violência oficial e privada contra as pessoas que estão exercendo legitimamente o direito ao protesto", assinalou o líder operário Francisco Maltés.

O alto comissário para a Paz, Miguel Ceballos, em nome do Executivo, afirmou que não há nenhuma tolerância aos excessos das tropas, mas disse que não se pode permitir "que, neste momento, a legitimidade da nossa força pública seja questionada. A atitude de alguns membros que tenha afetado a Constituição e a lei será investigada e punida."

Em 28 de abril, milhares de pessoas foram às ruas contra o aumento de impostos planejado pelo governo para reduzir o impacto econômico da pandemia. Pressionado pelos manifestantes, Duque desistiu da iniciativa, mas a repressão policial aumentou o descontentamento popular com o governo. O país enfrenta hoje vários focos de protesto, que pedem uma mudança de política.

dl-vel/rs/lb